A Europa está expandindo sua rede de supercomputadores públicos de IA. Comprou um sistema de €387,8 milhões (cerca de US$449,4 milhões) à francesa Bull, estatal recentemente separada da Atos. O contrato, o maior da história da Bull, foi fechado com o EuroHPC, órgão de supercomputação da União Europeia. Construirão o LUMI-AI, o sexto equipamento do programa AI Factories. A máquina será instalada junto ao supercomputador LUMI já existente no centro de supercomputação da Finlândia. Deve entrar em operação no segundo semestre de 2027, segundo a Reuters.
Detalhes do contrato e do sistema
O financiamento é dividido igualmente entre o EuroHPC e o consórcio LUMI AI Factory. Este reúne Finlândia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Noruega e Polônia. O sistema será construído para treinar e inferir IA em larga escala, além de simular cientificamente. A computação usará chips AMD (concorrente principal da Nvidia), com armazenamento da IBM e rede da Nokia.
Contexto da rede europeia
O EuroHPC, com orçamento de €8,2 bilhões para 2021-2027, já montou 19 centros AI Factory, com 12 supercomputadores (incluindo o alemão Jupiter). Planeja adicionar até sete locais mais. A infraestrutura já está em uso. A OVHcloud, maior provedora de nuvem europeia, concluiu o treinamento inicial de um modelo fundacional no Jupiter. A startup italiana Domyn, líder do consórcio EUROPA (apoado pela Comissão Europeia), garantiu acesso aos sistemas do EuroHPC para treinar seu próprio modelo de IA, com meta de 400 bilhões de parâmetros. Nenhuma das empresas divulgou modelo ou especificações.


