O euro recuperou terreno esta semana depois de perder mais de 3% contra o dólar nas cinco semanas anteriores, vítima de preocupações sobre a dívida da França e uma possível squeezed de energia no inverno. Agora, a moeda comunitária sobe enquanto o dólar encara sua primeira queda semanal em cinco semanas, pressionado por tensões nas ações de IA e pela queda nas expectativas de juros dos EUA.
Stress na cadeia de IA afeta crédito e renda fixa
As ações ligadas à inteligência artificial despencaram esta semana, arrastando para o mercado de crédito o medo de que operadores de data centers não consigam ser lucrativos na linha de chegada para honrar dívidas. O reflexo foi fuga para os Treasuries — e o rendimento do título norte-americano de 10 anos deve fechar a semana com a maior queda em mais de um ano.
“A reação do dólar frente a uma reavaliação séria do boom de capitalização em IA deve ser claramente contra o dólar”, afirmou o presidente da Spectra Markets, Brent Donnelly. “Se o mercado está precificando crescentes chances de pico no gasto com IA, o dólar é uma venda. A economia norte-americana é um barril equilibrado no trade da IA.”

Principalmente moedas sob movimento
- O dólar cotava-se em 158,13 ienes, com queda de 0,2% na semana.
- O euro negociava-se a US$1,1210, com leve retração de 0,1% ao longo da semana.
- O índice do dólar ficou em 102,07, com projeção de queda de 0,14% na semana.
- A libra esterlina manteve-se em US$1,3270, com alta semanal de 0,3%, impulsionada pelo crescimento inesperado de 0,1% da economia britânica em agosto.
- O dólar da Nova Zelândia deverá subir 0,1% na semana, a US$0,5621, enquanto o dólar australiano permaneceu em US$0,6921, mas pode cair 0,8% frente ao dólar após relatório fraco de empregos.
Traders precificam 72% de manutenção de juros pelo Fed
Os traders estão precificando 72% de chance de o Federal Reserve manter os juros inalterados neste mês, contra 53% há um mês, segundo a ferramenta CME FedWatch. A probabilidade de aumento subiu após o dado forte do CPI, mas recuou após autoridades do Fed indicarem que preferem mais clareza antes da reunião.
Federal Reserve Chair Kevin Warsh dirá em Bangkok, durante a reunião anual do FMI, uma última chance para moldar expectativas para a decisão do Fed em menos de duas semanas. “Dado o estilo de Warsh contra orientação Antecipada, ele pode sinalar sutilmente sua preferência pelo resultado da decisão de outubro”, disse Carol Kong, estrategista da Commonwealth Bank of Australia. “Qualquer dica de Warsh pode influenciar os preços da decisão do Fed e o dólar sharp hoje.”


