O governo dos Estados Unidos ordenou, na segunda-feira, que agências federais deixassem de usar ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pela startup chinesa DeepSeek, em meio à crescente competição entre Washington e Pequim pela liderança tecnológica.
Medida restringiva
O Departamento de Segurança Interna emitiu um comunicado em que anuncia a proibição de produtos criados pela DeepSeek, incluindo soluções desenvolvidas por terceiros com base naquela tecnologia. As ferramentas devem ser removidas dos dispositivos oficiais usados por agentes públicos.
A diretriz, porém, não se estende às forças armadas nem aos serviços de inteligência nacionais. O Departamento de Defesa não se manifestou sobre o assunto, segundo informou a Agência France-Presse.
Motivos da proibição
Documento anexo ao comunicado do DHS destaca que os modelos da DeepSeek apresentam múltiplas ameaças à segurança. Entre os riscos citados, a possibilidade de transferência de dados sensíveis quando utilizados por funcionários ou fornecedores do governo norte-americano.

Os servidores da DeepSeek estão localizados na China, cuja sistema jurídico pode permitir acesso governamental ao conteúdo gerado por terceiros — uma preocupação central para autoridades norte-americanas em um cenário de rivalidade tecnológica entre os dois países.
Contexto da rivalidade
A DeepSeek se destacou no cenário global em janeiro de 2025 ao lançar um chatbot de baixo custo e alto desempenho, gerando comparações diretas com modelos desenvolvidos por empresas norte-americanas. Desde então, a startup tem sido monitorada de perto por autoridades de segurança dos EUA.
O que ainda não foi divulgado
Não há informações sobre quais agências específicas já utilizavam a tecnologia da DeepSeek antes da proibição, nem detalhes sobre quando será concluída a remoção dos softwares dos sistemas governamentais.


