O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (8), a suspensão de um programa que permite a funcionários estrangeiros da Microsoft e outras big techs avançarem para o green card, o visto de residência permanente.
Empresas atingidas e efeitos da medida
Segundo o G1, além da Microsoft, a suspensão abrange Adobe, Cognizant, Infosys, Tata Consultancy Services (TCS), Wipro, HCL e Capgemini. O secretário do Trabalho, Keith Sonderling, afirmou que novos pedidos de certificação permanente de trabalho não serão aceitos e que solicitações pendentes também deixarão de ser processadas. O G1 destaca que o programa afetado é o PERM, etapa necessária para que trabalhadores estrangeiros solicitem o green card por meio profissional.
Acusações de fraude e contexto do visto H-1B
Segundo o G1, o vice-presidente JD Vance acusou a Microsoft de usar abusivamente o visto H-1B, destinado a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados, alegando fraude provável nas últimas décadas. A Veja acrescenta que, no ano passado, a Microsoft teria demitido cerca de seis mil trabalhadores nos EUA enquanto obteve 6,3 mil vistos H-1B e quase três mil green cards para estrangeiros. Ainda conforme o G1, o visto H-1B tem como objetivo preencher vagas que não podem ser ocupadas por americanos, mas Vance considera que o programa se tornou repleto de fraudes.
Outras ações do governo Trump
A Veja informa que, além da suspensão do green card, o governo anunciou investigações contra nove universidades de prestígio, incluindo Harvard, Yale e MIT, por suposto uso indevido de vistos J-1 para contratar estrangeiros e reduzir salários de trabalhadores americanos. O G1 observa que o Brasil aparece em nono lugar entre as nacionalidades mais contratadas por meio do visto H-1B nos EUA, segundo dados da Visual Capitalist e Statista.


