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EUA proíbem órgãos civis de usar a plataforma DeepSeek

O Departamento de Segurança Interna norte-americano exigiu que órgãos federais excluam a plataforma chinesa de IA, alegando risco de vazamento de dados.

20 de out., 09:31 4 fontes · 3 países Regulação Regulação
RegulaçãoDeepSeek
Interface digital com elementos de cibersegurança, simbolizando proteção de dados Foto: Pixabay / Pexels

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos orientou órgãos civis federais a excluir a plataforma DeepSeek e serviços derivados, classificando-as como ameaças à segurança nacional. A decisão restringe o uso de modelos baseados na plataforma chinesa de processamento de linguagem natural, especialmente em ambientes governamentais. Segundo autoridades, a exposição ao serviço poderia permitir a coleta de dados confidenciais ou comunicados sensíveis para terceiros, inclusive agências estrangeiras.

Risco de vazamento e espionagem

A justificativa oficial aponta para múltiplos vetores de ameaça associados ao uso de DeepSeek. Se adotado por servidores públicos ou contratados, o serviço poderia facilitar o envio de informações estratégicas para a China, além de viabilizar a extração de dados operacionais sobre cidadãos e instituições norte-americanas. O aviso também se estende a aplicativos e ferramentas desenvolvidas com base na tecnologia DeepSeek, englobando integrações terceirizadas.

Atoa federal contra avanços tecnológicos chineses

O veto ao DeepSeek ocorre em meio a uma onda de restrições maior aplicada por órgãos reguladores norte-americanos contra produtos tecnológicos asiáticos. No mesmo período, a Federal Communications Commission (FCC) prepara votação para limitar testes de hardware norte-americano em laboratórios chineses, aprofundando uma estratégia de desacoplamento tecnológico entre os dois países. Essas medidas refletem uma postura mais rígida do governo dos EUA em relação a fornecedores de serviços baseados fora do território norte-americano.

Contexto financeiro da DeepSeek

Apesar das críticas, DeepSeek mantém relevância no cenário global, com projeções de arrecadar cerca de US$ 12 bilhões antes de um eventual movimento de oferta pública de ações (IPO). A plataforma tem sido destaque por capacidades avançadas em geração de texto e raciocínio lógico, mas sua origem chinesa coloca o serviço sob suspeita em jurisdições com restrições de segurança nacional.

Apurado em 4 fontes

Kazinform (KZ)

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