O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos orientou órgãos civis federais a excluir a plataforma DeepSeek e serviços derivados, classificando-as como ameaças à segurança nacional. A decisão restringe o uso de modelos baseados na plataforma chinesa de processamento de linguagem natural, especialmente em ambientes governamentais. Segundo autoridades, a exposição ao serviço poderia permitir a coleta de dados confidenciais ou comunicados sensíveis para terceiros, inclusive agências estrangeiras.
Risco de vazamento e espionagem
A justificativa oficial aponta para múltiplos vetores de ameaça associados ao uso de DeepSeek. Se adotado por servidores públicos ou contratados, o serviço poderia facilitar o envio de informações estratégicas para a China, além de viabilizar a extração de dados operacionais sobre cidadãos e instituições norte-americanas. O aviso também se estende a aplicativos e ferramentas desenvolvidas com base na tecnologia DeepSeek, englobando integrações terceirizadas.
Atoa federal contra avanços tecnológicos chineses
O veto ao DeepSeek ocorre em meio a uma onda de restrições maior aplicada por órgãos reguladores norte-americanos contra produtos tecnológicos asiáticos. No mesmo período, a Federal Communications Commission (FCC) prepara votação para limitar testes de hardware norte-americano em laboratórios chineses, aprofundando uma estratégia de desacoplamento tecnológico entre os dois países. Essas medidas refletem uma postura mais rígida do governo dos EUA em relação a fornecedores de serviços baseados fora do território norte-americano.
Contexto financeiro da DeepSeek
Apesar das críticas, DeepSeek mantém relevância no cenário global, com projeções de arrecadar cerca de US$ 12 bilhões antes de um eventual movimento de oferta pública de ações (IPO). A plataforma tem sido destaque por capacidades avançadas em geração de texto e raciocínio lógico, mas sua origem chinesa coloca o serviço sob suspeita em jurisdições com restrições de segurança nacional.


