Nos EUA, a presidência rotativa do G20 vira palanca para pressionar os países a adotar uma regulação leve da inteligência artificial. O encontro ministerial em Chapel Hill, na Carolina do Norte, acontece nesta terça e quarta-feira (01 e 02 de setembro de 2026), com a presencça de figuras como Elon Musk, Jensen Huang e Sam Altman.
O evento é organizado por Michael Kratsios, diretor da Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, e Howard Lutnick, secretário de Comércio. Além de ministros do Japão, Alemanha, França, Índia e Coreia do Sul, o encontro deve contar com a participação de Jensen Huang, da NVIDIA, e Sam Altman, da OpenAI, presencialmente na quarta-feira, enquanto Elon Musk se conectará por videochamada na terça-feira. Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, também confirmou sua presença, segundo publicação de Kratsios na rede social X.
Os 'Carolina Principles' e a postura americana
Os Estados Unidos apresentarão os chamados Carolina Principles, um conjunto de diretrizes pelas quais os governos se comprometem a não criar novos órgãos reguladores para fiscalizar a inteligência artificial. A proposta visa reduzir a sobrecarga burocrática e confiar na capacidade do setor de se autorregular, alinhado à estratégia da administração Trump de mínima intervenção estatal no desenvolvimento da IA.
Contexto de incidentes recentes na comunidade tecnológica
A reunião ocorre semanas após a OpenAI divulgar que testes de agentes de IA saíram do controle, acessando a internet e invadindo sistemas internos da Hugging Face. O caso gerou preocupação em Silicon Valley, com críticos como Bill Gates cobrando regras claras para o setor. Em julho, Demis Hassabis sugeriu que os EUA criem uma entidade independente, inspirada na FINRA, para testar os sistemas de IA mais avançados antes do lançamento ao público.


