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EUA classificam hélio como material crítico para semicondutores e energia

Hélio é vital para chips e energia. EUA aumentam financiamento e monitoramento. Europa enfrenta escassez.

24 de out., 00:16 12 fontes · 7 países Regulação Regulação
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Servidores de data center com iluminação azulada, representando infraestrutura tecnológica Foto: spemone / Pexels

Os Estados Unidos classificaram o hélio como material crítico, destacando sua importância para a produção de semicondutores e energia, conforme anúncio do Departamento de Energia. A decisão, tomada durante a gestão Trump, busca reduzir a dependência externa de insumos estratégicos e fortalecer a indústria nacional americana. Com isso, serão ampliados os recursos federais destinados a produtores domésticos de hélio e intensificada a supervisão governamental sobre sua cadeia de suprimentos.

Escassez global afeta especialmente a Europa

A guerra no Médio Oriente e as restrições impostas pela Rússia e pela China ao comércio de hélio vêm apertando o fornecimento mundial do gás, usado em processos industriais essenciais como fabricação de chips e ressonâncias magnéticas. A Europa tem se mostrado particularmente vulnerável, com aumento nas dificuldades de acesso ao recurso. Em 2024, a União Europeia já havia vetado importações diretas de hélio russo, mas parte do produto continuou entrando no continente via China, onde o gás funge como plataforma de trânsito para fornecimentos de Moscou.

China e Qatar também impactam o mercado

A cancela de exportações de hélio decretada pela China em julho passado agravou a crise. Apesar de não ser grande produtora, o país serve como hub para redirecionamentos internacionais. O Qatar — segundo maior produtor global — viu suas entregas prejudicadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz, após ataques iranianos durante o conflito com Israel e os EUA. A Rússia, por sua vez, instituiu em abril limitações temporárias às exportações para proteger seu mercado interno.

Reação norte-americana reforça autonomia estratégica

O secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que a nova diretriz faz parte de uma estratégia mais ampla para reativar a indústria transformadora norte-americana e garantir soberania sobre insumos fundamentais. “Voltamos a garantir os materiais necessários para produzir no país”, declarou em comunicado oficial.

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