OCTO+

EUA e China criam canal de comunicação para incidentes de IA

Acordo inclui diálogo sobre superinteligência, prorrogação da trégua comercial por dois meses e compromisso chinês de importar 10 milhões de toneladas de carvão

26 de set., 09:58 atualizada 27 de set., 08:44 · v4 49 fontes · 15 países Segurança
Segurança
Bandeiras dos EUA e da China ao fundo de um aperto de mãos entre líderes Foto: Werner Pfennig / Pexels

EUA e China acordaram reduzir tarifas em US$ 30 bilhões e estabelecer um canal de comunicação para lidar com incidentes de inteligência artificial.

Detalhes do acordo tarifário e comercial

Segundo a Olhar Digital, o acordo prevê a redução recíproca de tarifas sobre bens no valor de US$ 30 bilhões, abrangendo produtos agrícolas, madeira e cosméticos, entre outros.

O mesmo veículo informa que a trégua tarifária, que expiraria em 10 de novembro, foi prorrogada por dois meses, dando mais tempo para negociar um acordo econômico mais amplo.

Além disso, a Olhar Digital destaca que as partes decidirão criar um conselho comercial conjunto e dar continuidade às negociações previamente realizadas em Kuala Lumpur.

Canal de comunicação e diálogo sobre IA

Segundo o Estrato, EUA e China criaram um canal de comunicação específico para incidentes envolvendo inteligência artificial, fruto de uma cúpula de três dias em Washington.

Segundo a Olhar Digital, as nações também estabeleceram um diálogo permanente para discutir riscos e benefícios da IA, com a próxima rodada marcada para novembro, e adotaram o termo "superinteligência" (SI) em lugar de "inteligência artificial" nas conversas oficiais.

O SowetanLIVE acrescenta que o acordo inclui o acelere do trabalho em comunicações de crise militar, indicando que o canal também servirá a finalidades de defesa.

Outros compromissos geopolíticos

Segundo o Mint, a China se comprometeu a importar, no mínimo, 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos EUA em 2027 e 2028.

O Mint também aponta que as partes tratarão das preocupações americanas sobre o fornecimento de terras raras, visando restabelecer os embarques em níveis adequados.

Sala de reuniões da Casa Branca com bandeiras dos EUA e da China na parede
Foto: Ramaz Bluashvili / Pexels

De acordo com o Mint e o Anchorage Daily News, ambos os lados afirmaram que o Irã deve honrar seu compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país deve impor pedágios em vias navegáveis internacionais, citando o Estreito de Ormuz como exemplo.

O Mint destaca que os EUA receberam com satisfação a decisão da China de acrescentar controles de exportação a dois precursores de fentanil, e que as forças de segurança já realizaram prisões relacionadas ao fentanil recentemente.

Segundo o Mint e o Anchorage Daily News, os líderes se reunirão novamente na cúpula da APEC em Shenzhen, em novembro, e depois no G20 no Trump National Doral Miami, em dezembro.

O The Straits Times ressaltou a confirmação da linha direta para incidentes de IA em relatório publicado em 26 de setembro.

O Tilt (UOL) foi mais direto ao colocar Trump e Xi no centro da narrativa, destacando declarações sobre controle humano e avanço das pesquisas.

Segundo o Centro para a China e a Globalização, a diplomacia pessoal entre os líderes ainda pesa mais do que as divergências estruturais.

Apurado em 49 fontes

Olhar Digital (Brasil) · La República (Colômbia) · Estrato — sitemap de notícias (Brasil) · L'Opinion (França) · Le Journal de Quebec (Canadá) · Le Journal de Montreal (Canadá) · SowetanLIVE (África do Sul) · Daily Times (Paquistão)

ver as 49 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)