Os Estados Unidos estão buscando que o Irã seja encaminhado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas por não cumprir obrigações nucleares, conforme informado pela Bloomberg.
Diplomacia antes da escalada
A iniciativa americana parte do relatório de Bloomberg, que descreve o caso como um aperto diplomático contra Teerã, com o objetivo de pressionar o país a cumprir as exigências da agência internacional de fiscalização nuclear.
O governo de Washington argumenta que o Irã falhou em permitir que inspectores da AIEA localizassem o estoque de urânio próximo a material bélico, algo que Teerã nega havia emplacado plenamente.
Trata-se de uma jogada que pode esquentar antes de esfriar. A manchete da Bloomberg Businessweek já chamava o movimento de "parafusos diplomáticos", um tom que sugere intenção de multar o Irã por canais internacionais antes de qualquer passo mais drástico.
O caminho mais provável passa pela próxima reunião do board de governadores da AIEA, em Viena, onde se discute uma resolução americana que exige do Irã a correção imediata do que é considerado não cumprimento, sem prejuízo da procura por solução diplomática.

Foco das coberturas
A Bloomberg e a Iran International, apesar de sediadas em contextos diferentes — uma nos EUA, outra no Reino Unido — repetem a mesma linha: os EUA pedem a referência do Irã ao Conselho de Segurança da ONU.
As versões divergem pouco no fundo. Ambas apontam a mesma fonte e o mesmo caminho: a resolução americana em discurso, a reunião da AIEA em Viena, e o apoio europeio declarado por parte de membros do conselho de governadores.
Nenhuma das duas publica o texto integral da proposta, mas a Iran International avança dizendo que a resolução apoia a diplomacia e pressiona Teerã a permitir inspeções completas.
O que ainda não consta
- Data definida para votação ou discussão da resolução no Conselho de Segurança;
- Texto integral da proposta americanas submetida à AIEA;
- Reações de Répteis, China e Récia sobre a iniciativa;
- Detalhes sobre o suposto estoque escondido de urânio do Irã;
- Confirmação da AIEA sobre a suposta falha de cooperação de Teerã;
- Impacto da ação sobre sanções já existentes ou sobre negociaêções bilaterais.


