OCTO+

EUA acusam empresas chinesas de IA de cópia de modelos

EUA acusam seis empresas chinesas de IA de extraírem bilhões de tokens de modelos americanos usando destilação em escala industrial desde 2024.

09 de set., 06:17 atualizada 10 de set., 02:29 · v3 53 fontes · 14 países Segurança
Segurança
Sala de servidores com luzes apagadas Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

As agências de segurança dos EUA (NSA, CISA e FBI) acusaram, na terça-feira, 8 de setembro de 2026, seis empresas chinesas de inteligência artificial – DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI, MiniMax, StepFun e Z.AI – de terem extraído bilhões de tokens de modelos americanos como Claude, Gemini, ChatGPT e Grok mediante destilação em escala industrial desde o final de 2024, segundo fontes como NBC News, Yahoo Finanzas e Malay Mail.

Detalhes da acusação

O comunicado conjunto das agências afirma que a extração ocorreu com conhecimento provável do governo chinês e de forma agressiva e maliciosa.

As autoridades também destacaram que a prática não foi pontual, mas sistemática e em volume muito acima do considerado padrão na indústria.

Métodos e escala

Segundo a Yahoo Finanzas, as empresas utilizaram APIs, provedores de nuvem, agregadores de terceiros e um mercado cinzento de proxies conhecidos como “estações de transferência”.

Também recorreram a contas fraudulentas, assinaturas em massa e sistemas automatizados para evitar detecção.

DeepSeek direcionou campanhas organizadas a capacidades de raciocínio e funções especializadas para desenvolver seus modelos R1 e V3.

Alibaba aplicou a destilação em escala industrial para aprimorar sua família de modelos Qwen.

O volume total foi descrito como bilhões de tokens em milhões de intercâmbios a partir de modelos estadunidenses desde ao menos o final de 2024.

Foco das extrações

Os modelos americanos alvo incluem o Claude da Anthropic, o ChatGPT da OpenAI, o Google Gemini e o xAI Grok.

As extrações foram dirigidas a tópicos como “otimização de especialização jurídica”, “funções agentes” e “capacidades de treinador/assistente”.

Ilustração de escudo de cibersegurança
Foto: Markus Winkler / Pexels

O NBC News ressalta que o volume e a sofisticação dessas campanhas mostram que a destilação não é um complemento, mas o núcleo crítico do desenvolvimento dessas empresas.

Resposta da China

O Malay Mail informa que o governo chinês rejeitou as acusações, afirmando que seu desenvolvimento de IA resulta de autossuficiência científica e tecnológica e pedindo cooperação entre os dois países.

O G1 Tecnologia acrescenta que Pequim considera a destilação um “método técnico neutro por natureza” e destaca que ela é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos.

Implicações e contexto

As autoridades americanas alertam que o uso da técnica pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente, potencialmente ampliando capacidades militares e de ciberataque da China.

O G1 Tecnologia menciona que, em julho, pesquisadores militares chineses utilizaram resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país.

O NBC News acrescenta que a acusação ocorre pouco antes do encontro esperado entre o presidente Donald Trump e o líder Xi Jinping, marcado para 24 de setembro de 2026, e que a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China tem se intensificado nos últimos meses.

O Malay Mail nota que o alerta das agências americanas vem antes dessa reunião, onde a inteligência artificial poderia ser um tema de discussão.

Apurado em 53 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Malay Mail — World (Malásia) · NBC News (Estados Unidos)

ver as 53 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)