Hanwha Asset Management lançou um ETF de semicondutores em Hong Kong em parceria com uma gestora chinesa, marcando a primeira lista da categoria no mercado da Cidade do Alto Tejo. O fundo, batizado como CUAM Solactive China Global Semiconductor ETF, seguiu uma estratégia de cooperação entre a gestora sul-coreana e a China Universal Asset Management (CUAM), com sede em Hong Kong.
Operação e portfólio
Segundo a agência de notícias Yonhap, da Coreia do Sul, o ETF foi listado em 23 de outubro, após um acordo estratégico entre as partes em novembro do ano anterior. A Hanwha Asset Management foi responsável pelo desenvolvimento do produto e assessoria de investimento, enquanto a CUAM HK lidou com a operação local. O fundo replica o índice Solactive ACE ETF Connect China Global Semiconductor Top 30 Index, abrangendo 30 empresas, incluindo nomes como Nvidia, TSMC, Samsung Electronics, ASML e Broadcom, além de empresas tecnológicas chinesas e hongkonguenses.
Expansão e capital inicial
As duas gestoras anunciaram planos para incluir o ETF no programa de conexão entre Hong Kong e a bolsa de Xangai, ampliando o acesso a investidores continentais. Para apoiar a estabilização inicial, foi previsto um investimento de US$ 5 milhões em patrimônio próprio. O diretor da Hanwha Asset Management destacou que a iniciativa representa uma “etapa crucial” para a expansão internacional da gestora, reforçando sua presença no mercado asiático.
Onde a cobertura diverge
A imprensa sul-coreana destacou o ETF como um avanço estratégico da indústria financeira asiática, focando no potencial de crescimento do setor de semicondutores. A narrativa enfatizou a cooperação entre Coreia do Sul e China, destacando como a parceria reflete a convergência de mercados em um contexto de crescente integração tecnológica. Já a abordagem de fontes chinesas teria dado mais peso ao aspecto regulatório e à viabilidade de operações transfronteriças, embora essas fontes não estivessem disponíveis para análise detalhada neste momento.
O que ainda não foi divulgado
- Detalhes sobre a alocação exata entre empresas sul-coreanas, chinesas e globais;
- Previsão de fluxo de capital esperado com a inclusão no ETF Connect;
- Impacto potencial das tensões geopolíticas sobre a operação;
- Reação dos investidores ao novo produto no mercado de Hong Kong.


