A escritora sul-africana Coral Hart, que usa pseudônimo para proteger sua identidade, defende publicamente a produção de mais de 370 livros em 20 meses com o auxílio de inteligência artificial, alegando que as vendas comprovam a aceitação do conteúdo pelos leitores.
Em meio a críticas e ameaças, Hart tornou-se uma figura central no debate sobre o papel da IA na literatura. Apesar de ser chamada de «grifter» e «vilã» nas redes sociais, ela diz que recebeu dezenas de milhares de mensagens de ódio e várias ameaças de morte. Antes de adotar a tecnologia, Hart já tinha 14 anos de experiência na editoração e havia escrito várias obras sem o uso de IA.
Metodologia e ferramentas
Hart dedicou três meses para se familiarizar com modelos de IA e criar um sistema estruturado para geração de livros. Ela utiliza diferentes plataformas conforme as necessidades: ChatGPT para diálogos, Claude para estrutura narrativa e Grok para cenas mais ousadas. Segundo ela, o input inicial — conceito, estilo, personagens e esboços de capítulos — é essencial para evitar resultados de baixa qualidade.

Processo de produção e resultados comerciais
O primeiro rascunho passa por edições desenvolvidas por IA, ajustes de continuidade e revisão final por humanos. Uma de suas novelas chegou ao topo 100 best-sellers da Amazon, e ela estima mais de um milhão de livros vendidos, gerando mais de $1 milhão em receita este ano. A maioria das obras é direcionada a nichos específicos, baseada em pesquisas de mercado rigorosas.
Controvérsia internacional
A postura de Hart ganha relevância após o caso do escritor canadense Thelyson Orelien, cuja obra foi retirada da lista do Prêmio Goncourt por uso de IA. Enquanto críticos questionam a autenticidade artística, Hart argumenta que a aceitação pelos leitores é o verdadeiro indicador de valor: «Os leitores não leem livros ruins; eles devolvem».
O que ainda não foi divulgado
- Nome real de Coral Hart
- Detalhes sobre o número exato de livros publicados
- Lista completa de plataformas de IA utilizadas
- Impacto da produção em massa na recepção de críticos literários fora do contexto comercial


