Ês escolas de Los Angeles e Nova York ampliaram a onda de restrições às ferramentas de IA generativa, com medo de que os alunos estejam usando o recurso para entregar tarefas sem aprender.
Proibição nos aparelhos do distrito
O distrito de LA, chamado LAUSD, proibiu o uso de chatbots e outras ferramentas de IA generativa nos computadores e tablets cedidos às escolas, segundo o PCMag. A medida é temporária: um comitê interno vai propor a política definitiva ao final do ano letivo.
Professores continuam autorizados a usar a tecnologia em sala. Os alunos só poderão ver os resumos do Google aparecidos acima dos resultados de busca, mas não vão interagir com os chatbots diretamente.
Membros do conselho escolar escutaram a decisão por surpresa durante uma reunião de comitê na água, também segundo o PCMag.
A restriçʼfica, mas com brecha: os estudantes usam seus próprios celulares, tablets ou notebooks sem nenhum bloqueio. Ninguém sabe se a medida vai conter o uso de IA, mas o distrito insiste em tentar.
O LAUSD já limitou o tempo de tela dos estudantes antes dessa regra. Em janeiro, a direção proibiu dispositivos digitais para crianças pequenas e impós limites mais rédigos para adolescentes.
Nova York já vinha por aí
Dias antes do anóncio do LA, Nova York impós uma moratória de um ano sobre IA para alunos até ao ótimo ano.É uma regra mais branda: os estudantes do ensino médio ainda podem experimentar a tecnologia em programas aprovados antecipadamente.

O New York Times foi citado pelo PCMag ao afirmar que os alunos não passam de clicar nos resumos visuais e nem conversar com os modelos de linguagem.
Temor de colagem por trás do bloqueio
A preocupação é clara: número crescente de estudantes está usando IA para resolver lições de casa, segundo o PCMag. Professores temem que isso desperteja o aprendizado.
Além disso, as ferramentas geram informações imprecisas e respostas inadequadas, alertam os especialistas. A combinação desses dois fatores fez com que a direção agisse rápido.
Em Nova York, a regra permite uso de IA em projetos sob supervisão. Já no LA, a regra corta tudo: nenhum acesso direto às plataformas de IA generativa nos aparelhos escolares.
A eficácia da proibição é questionável enquanto os alunos acessam IA em aparelhos pessoais. O comitâ interno vai decidir, ao final do ano, se mantém ou flexibiliza a regra.


