Jacob Coxon, um engenheiro britânico de 27 anos, ex-OpenAI e ex-Anthropic, anunciou sua renúncia nesta terça-feira (09/09/2026). No X, ele acusou as duas empresas de 'brincar com nossas vidas' ao desenvolver IA sem responsabilidade.
Acusações de irresponsabilidade e risco existencial
Segundo o O Globo, Coxon disse que nenhuma das empresas age com responsabilidade. Elas correm rumo a uma superinteligência autossustentada, “brincando com nossas vidas”.
ElDiario.es acrescenta que ele diz que as empresas escondem o risco real e apostam “nossas vidas” na corrida por IA que se melhora sozinha.
A Primera Hora cita o mesmo engenheiro britânico, de 27 anos, que acredita que a IA poderia matar todos os seres humanos antes do fim da década. Nenhuma outra atividade humana tem esse nível de ameaça, disse.
Medidas de segurança internas e pedidos externos
Em fevereiro, a Anthropic removeu de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento se não conseguisse controlar os riscos, conta o O Globo.
No final de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO Dario Amodei, pediram à Washington que preparasse um mecanismo de frenagem, acrescenta o mesmo veículo.

O mesmo veículo cita Jakub Pachocki, chefe de ciência da OpenAI, que escreveu que o momento exige extrema cautela e coordenação internacional.
ElDiario.es destaca que a renúncia foi anunciada em exclusiva pelo The Wall Street Journal.
Onde a cobertura diverge
Enquanto o O Globo foca na alteração da carta de segurança da Anthropic e no pedido coletivo por um freio regulatório, a Primera Hora aponta precedentes como a renúncia de Geoffrey Hinton em 2023 e a carta aberta de ex-funcionários da OpenAI em 2024.
Já o ElDiario.es destaca que a história foi inicialmente revelada pelo The Wall Street Journal e que os executivos, apesar de discursos públicos moderados, estão em clima de medo em privado.


