A agência das Nações Unidas para a energia atômica prevê que a energia nuclear pode mais do que triplicar até 2060, impulsionada pela eletrificação, data centers alimentados por inteligência artificial e a demanda por energia confiável e livre de carbono.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), Rafael Grossi, apresentou essa projeção em seu relatório anual à Assembleia Geral das Nações Unidas, destacando que mais de 400 reatores operacionais em mais de 30 países já produzem 10% da eletricidade global e um quarto da eletricidade de baixo carbono.
Reações positivas e desafios globais
Segundo Grossi, mais de 60 novos reatores estão em construção e as projeções para capacidade nuclear futura têm subido fortemente. Ele reforçou que a energia nuclear é comparável à solar em segurança e é considerada mais segura que outras alternativas.
No entanto, ele também alertou sobre riscos, como os programas nucleares de Irvão e Coreia do Norte, ameaças à segurança nuclear na Ucrânia e relatos de países considerando a aquisição de armas nucleares.

Sírios, ucranianos e diplomacias em jogo
Grossi destacou avanços na esclarecimento das atividades nucleares na Síria, após a interação com o governo interino de Ahmad al-Sharaa. Também enfatizou a posição delicada da usina de Zaporizhzhia, na Ucrânia, que enfrenta ameaças constantes devido aos combates e à falta de suprimentos de diesel de emergência.
O que ainda não foi divulgado
Não foram especificadas quais países estão considerando a aquisição de armas nucleares, nem detalhes sobre as negociações diplomáticas com o Irã. A IAEA também não divulgou uma lista completa de países com reatores em construção ou os custos exatos para atingir a projeção de triplicação da capacidade nuclear global até 2060.


