Segundo o Financial Times, conforme publicado pelo Valor Econômico, o volume global de dívida relacionada à inteligência artificial (IA) caiu para US$ 23 bilhões em setembro, menos da metade do montante captado no mês anterior, de acordo com dados compilados pelo Morgan Stanley.
Dados da queda das emissões
O Financial Times aponta que o volume de novas dívidas captadas por empresas de tecnologia para financiar investimentos de alto custo em IA caiu acentuadamente no mês passado, à medida que os investidores reavaliaram os riscos do setor após meses de endividamento acelerado. Essa informação foi reproduzida tanto pelo Valor Econômico quanto pelo Tilt (UOL)·Brasil.
Segundo o mesmo conteúdo, o novo financiamento vem caindo de forma constante desde que o mercado atingiu o pico em junho, quando as empresas captaram o recorde de US$ 113 bilhões para pagar por infraestrutura essencial à tecnologia, incluindo data centers e chips. O Valor Econômico destaca que esse padrão de queda já estava em curso antes de setembro.
Contexto histórico e comparações
No mercado americano de títulos com grau de investimento, grandes grupos de tecnologia tinham captado cerca de US$ 306 bilhões entre janeiro e agosto, mas a emissão de títulos relacionados à IA parou por completo em setembro, conforme traz o Tilt (UOL)·Brasil.
O Material também informa que, segundo o Morgan Stanley, as empresas já haviam captado até agora US$ 466 bilhões (equivalente a R$ 2,3 trilhões) em dívida vinculada à IA em 2026, frente a US$ 101 bilhões (R$ 504 bilhões) no mesmo período do ano passado. Essa comparação aparece na cobertura do Tilt (UOL)·Brasil.

Reações de especialistas e preocupações do mercado
Morgan Stanley afirma que a queda nas novas emissões foi causada principalmente pelo grande volume de dívida já captado no início deste ano, ao mesmo tempo em que crescem entre os investidores as preocupações sobre se investimentos tão elevados darão retorno no longo prazo. A construção de data centers também enfrenta oposição política cada vez maior, segundo o mesmo relato do Tilt (UOL)·Brasil.
Durante o Private Capital Summit, promovido pelo Financial Times e pela Latham Watkins em Londres, John Aylward, fundador da gestora de crédito londrina Sona Asset Management, declarou: “O financiamento efetivo do dia a dia está ficando um pouco mais complicado”, acrescentando que “todos estão sendo procurados, e todos estão ficando um pouco mais rigorosos”. Essa fala foi reproduzida pelo Tilt (UOL)·Brasil.
O que ainda não foi divulgado
O material não especifica quais setores da tecnologia mais reduziram suas captações nem detalha projeções para os próximos meses além da tendência de queda observada. Também não há informações sobre eventuais medidas de estímulo ou mudança na regulamentação que possam influenciar o volume futuro de emissões de dívida para IA.


