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Donos do catálogo de Elvis Presley processam Anthropic por direitos autorais

Ação em São Paulo pede US$ 150 mil por música, totalizando mais de US$ 41 milhões em indenização.

27 de out., 10:31 10 fontes · 6 países Regulação Regulação
RegulaçãoAnthropic
Partituras musicais e cópias digitais sobresspostas a um fundo escuro Foto: Krzysztof Jaworski Fotografia Toruń / Pexels

Os detentores dos direitos das músicas de Elvis Presley processaram a Anthropic, acusando a empresa de treinar modelos de inteligência artificial com 274 canções do artista sem permissão. A ação, protocolada na Califórnia, solicita indenização superior a US$ 41 milhões — o equivalente a US$ 150 mil por música.

Detalhes da ação judicial

Segundo o processo, a Anthropic teria utilizado mais de 270 músicas de Elvis Presley para treinar seus modelos de IA, incluindo sucessos como “Can’t Help Falling in Love”, “Don’t Be Cruel” e “Return To Sender”. Os autores alegam que a empresa não apenas utilizou as obras sem autorização, mas também contornou medidas de proteção e removeu ou alterou informações de gestão de direitos autorais presentes nas canções.

O grupo de detentores inclui a Authentic Brands Group, a Raleigh Music Publishing, diversos fundos patrimoniais e pelo menos uma pessoa física. O processo pede julgamento por jury e descreve o caso como uma violação em escala jamais vista.

Resposta da Anthropic

Representantes da Anthropic afirmaram que a empresa discorda das alegações e pretende se defender integralmente no processo. Em comunicado, a companhia não detalhou suas estratégias legais.

Códigos de programação em tela com elementos musicais flutuantes
Foto: Mikael Blomkvist / Pexels

Recentemente, a Anthropic já enfrentava outras ações semelhantes. No mês anterior, a Reservoir processou a empresa por suposto uso de letras e melodias protegidas, incluindo composições de Joni Mitchell, Madonna e bandas como Kings of Leon e Evanescence. Em janeiro, o Universal Music Group também moveu uma ação de US$ 3 bilhões contra a empresa.

Contexto e relevância

Essa é uma das primeiras ações de alta visibilidade em que o controle do catálogo de um único artista é central no litígio contra uma empresa de IA. O caso pode estabelecer precedentes sobre os limites do uso de obras protegidas no treinamento de modelos de linguagem.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 10 fontes

O Globo (Brasil) · Tilt (UOL) (Brasil)

ver as 10 fontes

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