Segundo The Age, a peça 'Eliza', de Tom Holloway, em cartaz no Southbank Theatre até 31 de outubro, traz ao teatro o debate sobre as origens do chatbot e as questões éticas da inteligência artificial.
Contexto histórico e encenação
Segundo The Age, a ação se passa no Massachusetts Institute of Technology nos anos 1960, onde o Dr Joseph Weizenbaum, interpretado por Dan Spielman, é um professor visitante que tenta reprimir as memórias traumáticas de sua fuga da Alemanha nazista enquanto celebra o advento dos computadores digitais.
The Age informa que a secretária Becky, vivida por Manali Datar, faz uma piada aparentemente inofensiva sobre o ritmo ida‑e‑volta da terapia de conversa, o que leva à criação do primeiro chatbot chamado Eliza.
Segundo The Age, o cenografo Dale Ferguson projetou fileiras de torres de arquivos de trabalho e placas de vidro em cascata, criando profundidade e dimensão que lembram labirintos no palco.
The Age destaca que, sob direção de Paige Rattray, a peça se desenvolve em ritmo acelerado de thriller psicológico, com um motivo de estourinhos que também é o nome de uma empresa que espiava Weizenbaum.
Segundo The Age, o uso maestral de áudio e vídeo e uma referência Hitchcockiana mostram o avanço tecnológico se tornando absurdo e surreal, enquanto Weizenbaum sufoca sob o peso irreversível do que pôs em movimento.
Questões éticas e paralelos com IA atual
Segundo The Age, a peça remonta os dilemas éticos da IA à sua gênese, apontando que o desrespeito de Weizenbaum à divulgação pessoal, a relutância em ouvir até ser tarde e a traição de Becky espelham as atuais apropriações indébias em larga escala de direitos autorais por sistemas de IA.
The Age observa que a tendência da IA ao sílfobo, que hoje gera crises de consciência, já estava presente nos anos 1960, quando as pessoas buscavam desabafar com uma entidade percebida como neutra.

Segundo The Age, embora ambientada nos anos 1960, Eliza provoca reflexões filosóficas sobre o papel da IA na sociedade, mostrando que a Humanidade latente e o progresso tecnológico são inseparáveis.
Elenco, direção e recepção crítica
Segundo The Age, Dan Spielman entrega uma performance fulcural, combinando o zumbido constante de uma mente brilhante com uma ingenuidade infantil que prende o público.
The Age nota que Manali Datar mostra uma transição perturbadora de inocência para um conhecimento quase onisciente como Becky, cuja evolução é descrita como arrepiante.
Segundo The Age, Hamish Michael demonstra versatilité ao alternar entre assistente de pesquisa agitado, jornalista entusiasmado e figuras de poder elevado.
The Age informa que a crítica de Sonia Nair destaca a abordagem não didática e moralmente nuance da peça, que coloca em evidência a inextricabilidade entre a Humanidade latente e o avanço tecnológico.
O que ainda não foi divulgado
- Informações sobre preços de ingressos e horários exatos das apresentações não foram fornecidas pela fonte.
- Detalhes completos da equipe criativa além do diretor, cenógrafo e elenco principal não foram especificados na matéria.


