A editorial canadense Boréal encerrou sua relação profissional com o escritor haitiano-canadiense Thelyson Orélien após concluir que ele utilizou inteligência artificial na criação de sua novela sobre migração. A decisão foi anunciada após uma análise externa que detectou rastros de IA nos metadados de documentos da obra.
Investigação e reações
A polêmica começou após acusações da conta X Balance ton Claude, que alegou uso generalizado de IA. Diante das dúvidas, a editorial encomendou um estudo detalhado de todas as versões da novela, revelando marcas de IA nos arquivos.
Orélien negou repetidamente ter usado IA para escrever, afirmando que apenas empregou ferramentas para pesquisa, especialmente de expressões em outras línguas. Em declaração à AFP, assegurou que "nenhuma frase foi criada por máquina".
Consequências e impactos
Além da ruptura editorial, a novela "C'était ça ou mourir" foi retirada da lista de finalistas do prestigioso Prêmio Goncourt francês após análises indicarem 100% de probabilidade de conteúdo gerado por máquina.

A editorial ressaltou que a decisão baseia-se na confiança entre autores e editores, reconhecendo ainda que pode nunca ser possível determinar o exato grau de envolvimento da IA no processo criativo.
Contexto internacional
A notícia repercutiu no cenário literário global, com destaque para a divergência entre a versão canadense e a francesa sobre como tratar casos de uso de IA em obras literárias. Enquanto a editorial enfatiza a integridade do processo criativo, o escritor mantém sua inocência.
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