A editora canadense Boréal confirmou que manterá à venda a novela "C'était ça ou morrer", do escritor haitiano-canadense Thélyson Orélien, acusado por uma conta anônima no X de ter utilizado inteligência artificial para escrever quase todo o livro.
Posicionamento da editora Boréal
Em comunicado, a editora afirmou que não exigirá provas dos autores e se posiciona ao lado de Orélien, denunciando "ataques pessoais" contra o escritor. A editora também destacou que deixará que os leitores formem sua própria opinião sobre a obra, que já comercializou mais de 65 mil exemplares na França.
Plágio anterior e contexto das acusações
Além das acusações de uso de IA, Orélien já foi investigado por plágio de textos publicados há mais de uma década no Canadá. O escritor negou ter recorrido à IA, mas reconheceu ter cometido "erros inaceitáveis" ao retomar trechos de autores renomados.
Consequências da polêmica
A polêmica rendeu à Academia Goncourt, que concede o prêmio literário mais prestigiado da França, a remoção de Orélien da lista de candidatos ao prêmio de 2026.
- Editora canadense Boréal apoia escritor acusado de usar IA na novela;
- Livro "C'était ça ou morrer" vendeu mais de 65 mil cópias na França;
- Academia Goncourt removeu Orélien da indicação após as acusações;
- Orélien nega uso de IA, mas admite ter cometido plágio anteriormente;
- Conta anônima no X acusou o escritor de usar IA na redação quase total da obra.


