Ecosia, mecanismo de busca verde e alemão, anunciou que deixará de usar os modelos de IA da francesa Mistral e passará a adotar soluções open source chinesas, segundo o BFMTV e o 01net.
Christian Kroll, CEO da Ecosia, disse à Politico que está decepcionado com a qualidade dos modelos da Mistral. Para ele, a empresa estaria com um ano de atraso frente aos concorrentes americanos e chineses, conforme relatado pelo BFMTV e pelo 01net.
Kroll também criticou o uso de energia nuclear nos servidores da Mistral, lembrando que a Alemanha mantém posição antinuclear. Outro ponto levantado foi a preocupação com soberania digital, dada a presença de investidores internacionais na empresa, conforme o 01net.
A Ecosia tinha substituído a OpenAI pela Mistral em maio de 2026. Agora, firmou parceria com a plataforma alemã Melious, que hospeda modelos abertos chineses como Qwen (Alibaba), GLM (Z.ai) e Kimi (Moonshot AI), informou o 01net, destacando que o cambio reduziu pela metade os custos de IA da empresa.

Resposta da Mistral e avaliação de testes independentes
Em reação, a Mistral encorajou a Ecosia a testar seu novo modelo Large 4, com acesso antecipado. Arthur Mensch, líder da empresa, lamentou no X que a questão nuclear esteja bloqueando a parceria, segundo o 01net e o BFMTV.
Segundo testes independentes citados pelo Tom's Hardware, o novo modelo Large 4 da Mistral, com trilhão de parâmetros, foi considerado o melhor modelo de IA fora dos EUA e da China. Mesmo assim, os pesos abertos chineses ainda superam os melhores esforços da Europa.


