Segundo a Fortune, o ex‑engenheiro da OpenAI Abdulrahman Alfozan permanece em custódia federal acusado de instalar um dispositivo para interceptar comunicações em uma sala de reuniões da empresa. Ele foi preso pelo FBI em 9 de outubro de 2026 e responde a um único crime de uso ou tentativa de uso de aparelho de escuta, cuja pena máxima prevista em lei é de cinco anos de prisão. A OpenAI confirmou a sua demissão no mesmo dia da prisão, embora a defesa alegue que a empresa não tenha comunicado formalmente o desligamento. O caso ganhou atenção pública após a audiência de detenção realizada em 19 de outubro de 2026, no tribunal federal de São Francisco.
Detenção e preocupações com fuga
Durante a audiência, o magistrado Alex G. Tse analisou o pedido de liberdade sob fiança apresentado pela defesa de Alfozan e decidiu mantêÃo preso, citando o risco de fuga para a Arábia Saudita.
O juiz afirmou que, uma vez que o engenheiro deixasse os Estados Unidos, seria quase impossível trazêo de volta, já que não existe acordo de extradição entre Washington e Riade, segundo o Business Insider.
Tse apontou que a esposa e o filho de Alfozan já estavam na Arábia Saudita sem planos de retorno e que ele havia reservado anteriormente uma passagem de ida para o reino, informações também divulgadas pela Fortune.
A defesa ofereceu como garantia praticamente todo o patrimônio familiar, incluindo uma conta de investimento avaliada em torno de um milhão de dólares, mas a promotoria sustentou que o valor não seria suficiente para impedir que o réu busasse refújo no exterior, argumentando que ele poderia ganhar muito mais na Arábia Saudita.
Acusação e resposta da OpenAI
A acusação contra Alfozan envolve a colocação de um dispositivo de gravação atrás de uma televisão em uma sala de conferências utilizada por executivos e, ocasionalmente, por autoridades governamentais, conforme descrito na queixa criminal apresentada pelo Departamento de Justiça.
O FBI apresentou uma affidavit contendo fotografias do aparelho embrulhado em papel higiêno e de um indivíduo que se acredita ser o engenheiro observando por trás da TV, informa o Business Insider.

Em comunicado à imprensa, a OpenAI qualificou o equipamento de âsofisticadoâ, mas assegurou que não encontrou indícios de que ele tenha sido usado para extrair pesos de modelos de IA, códigofonte ou dados de clientes, segundo a Fortune.
Alfozan responde a um único crime de uso ilegal de dispositivo de interceptação, que prevê até cinco anos de reclusão; ainda não foi indictado, não houve declaração de culpabilidade e a próxima etapa processual é a audiência preliminar marcada para 6 de novembro de 2026, conforme a Fortune.
Próximos passos do caso
A defesa pretende buscar a liberdade de Alfozan sob supervisão, propondo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições ao acesso à tecnologia, enquanto a acusação insiste que o risco de fuga justifica a manutenção da custódia.
O magistrado já agendou a audiência preliminar para o início de novembro, data em que se decidirá se haverá indício suficiente para avançar a uma acusação formal.
Caso seja condenado, o engenheiro poderá enfrentar até cinco anos de prisão federal, embora a possibilidade de um acordo de culpabilidade ainda esteja em aberto, conforme indicado pelas fontes.


