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DOJ acusa Greg Lui de esquema de US$ 300 milhões em GPUs

CEO da Earthmade Computer usaría documentos falsos para exportar servidores com GPUs Nvidia controladas à China, envolvendo mais de US$ 300 milhões.

04 de out., 23:06 4 fontes · 4 países Segurança Infraestrutura
SegurançaNVIDIA
Rack de servidores com luzes indicadoras Foto: Brett Sayles / Pexels

O Departamento de Justiça dos EUA acusou Greg Lui, de 38 anos, CEO da Earthmade Computer, de usar documentos falsos para exportar servidores com GPUs Nvidia controladas à China, envolvendo mais de US$ 300 milhões, segundo a IT之家.

Detalhes do esquema

Entre outubro de 2023 e agosto de 2026, Lui e associados enviaram servidores equipados com chips A100, H100, GeForce RTX4090 e RTX5090, declarando falsamente que o destino era Malásia ou Singapura enquanto o verdadeiro destinatário estava na China. A autoridade cita como prova um e-mail de 2024 que tratava de um pedido de 70 servidores com GPUs controladas, cujo documento de embarque foi alterado para mostrar Malásia como destino final. Lui adquiriu 27 desses servidores diretamente de um fabricante americano por aproximadamente US$ 7,6 milhões. Depois, um associado informou a oficiais malaios que todas as unidades haviam sido encaminhadas à China.

Outro lote de 92 servidores com restrição de exportação seguiu rota EUA → Singapura → Malásia → Hong Kong antes de chegar a uma empresa em Hangzhou, descrita pelo Wall Street Journal como um hub de IA chinesa. Um associado informou oficiais malaios que todas as unidades haviam sido encaminhadas à China. A acusação menciona especificamente os quatro modelos de GPU e que o caso foi revelado cerca de cinco meses depois que promotores federais acusaram um cofundador da Super Micro em um esquema separado de US$ 2,5 bilhões, mostrando a intensificação da fiscalização de hardware de IA destinado à China.

Close-up de um chip de processador Nvidia
Foto: Pixabay / Pexels

A acusação indica que Lui e seus sócios sabiam que os usuários finais estavam na China e que apresentaram documentação enganosa às fabricantes americanas para evitar a necessidade de licença de exportação, alegando que os equipamentos seriam destinados a países onde não havia restrição. Lui teria usado falsos documentos, incluindo um suposto contrato com um comprador fantasma, para driblar as normas.

Penalidades e processo

Lui responde a três acusações federais: conspiração para violar o Export Control Reform Act e o Export Administration Regulations, transporte ilegal (outbound smuggling) e conspiração para cometer lavagem de dinheiro. As duas acusações de conspiração ou lavagem podem levar até 20 anos de prisão cada, enquanto o crime de smuggling tem pena máxima de 10 anos. Se condenado pelos três crimes, Lui poderia enfrentar até 50 anos de prisão federal. O indictment foi apresentado em 29 de setembro de 2026 sob o número de caso 2:26–cr–00618–ODW no Distrito Central da Califórnia.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 4 fontes

IT之家 (IT Home) (China) · The Economic Times (Índia) · tech-insider.org (Nigéria)

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