Os grandes nomes da IA, como Google, Meta, Amazon e Microsoft, têm tomado empréstimos na casa das centenas de bilhões de dólares, chegando a cerca de US$ 500 bilhões em nove meses desde janeiro de 2026. Esse ritmo de endividamento está contribuindo para a alta das taxas de juros nos EUA, que chegaram a aproximadamente 5,3% nos títulos do Tesouro de 10 anos.
Escala e comparações históricas
Segundo a Tilt (UOL), em 2024 o volume de empréstimos do setor de IA foi praticamente nulo, enquanto nos nove meses seguintes chegou a aproximadamente US$ 500 bilhões.
A consulta da mesma fonte indica que a participação da IA nas emissões de títulos privados pode chegar a 25% em 2027, contra 4% registrados dois anos antes.
O Goldman Sachs prevê que a emissão de dívida do setor alcance US$ 1,2 trilhão em 2027.
Mesmo grandes nomes como a Meta tiveram de oferecer juros superiores a 7% ao ano, enquanto alguns especialistas em data centers chegaram a pagar mais de 9%.

Em termos ajustados pela inflação, o volume de empréstimos da IA já supera o obtido pelas operadoras de cabo dos EUA durante o boom da internet e pelas companhias ferroviárias na expansão do setor ferroviário.
Impacto nos mercados e reações dos investidores
Analistas afirmam que o aumento da oferta de dívida corporativa faz com que investidores que antes comprarem títulos do Tesouro passaram a considerar papéis de empresas como Microsoft, o que exerce pressão sobre as taxas soberanas americanas.
Esse efeito soma‑se à inflação e ao elevado preço da energia, fatores que também impulsionam os juros dos Estados Unidos.
Chris Della Fave, da consultoria Post Oak, destaca que o ritmo atual de emissões é algo nunca visto anteriormente, enquanto Mark Malek, da Siebert Financial, observa que a mudança nas preferências dos investidores eleva o custo do endividamento do governo.
O que ainda não foi divulgado
- Os nomes exatos de todas as empresas que estão tomando empréstimos no setor de IA.
- O cronograma detalhado das emissões previstas para cada ano além das projeções de 2027.
- A distribuição setorial exata dos recursos entre chips, servidores e data centers.


