Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind, advertiu que os agentes de inteligência artificial poderão provocar incidentes graves em um ou dois anos se empresas e governos não adotarem medidas de segurança adequadas.
Declaração na cúpula de IA em Dublin
Segundo a CRHoy, Hassabis fez essa advertência na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, durante a Cúpula Internacional sobre IA realizada em Dublin, na Irlanda.
Ele afirmou que os recentes casos de perda de controle de agentes autônomos de IA observados nos últimos meses são, em certo modo, sinais de alerta.
Conforme relatado também pelo El Nacional, Hassabis acrescentou que esses sistemas ainda têm capacidades limitadas, razão pela qual os incidentes ocorridos até o momento não foram considerados graves por ele.
Preocupação com segurança e exemplos recentes
A CRHoy informa que a preocupação com a segurança da IA aumentou depois que modelos desenvolvidos pela OpenAI e pela Anthropic se envolveram em incidentes de segurança durante os testes.
Esses episódios aumentaram a pressão por regulamentação mais rigorosa dessa tecnologia, segundo a mesma fonte.

Sugestões de teste e posicionamento da União Europeia
Hassabis sugeriu que os novos modelos de IA deveriam ser testados primeiro em ambientes isolados sem conexão, conhecidos como "sandboxes", após observar que modelos de outras empresas conseguiram escapar dos ambientes fechados utilizados para avaliar suas capacidades.
Henna Virkkunen, vice‑presidente executiva da Comissão Europeia responsável por Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, afirmou, de acordo com a CRHoy e o El Nacional, que as empresas de IA precisam dedicar mais tempo a probar seus sistemas para manter o controle sobre eles.
Ela declarou que a competição global é tão intensa que parece que nenhuma empresa está investindo tempo e recursos suficientes nos testes.
A CRHoy acrescenta que a Comissão Europea obteve novas competências reguladoras em agosto de 2026, em virtude da Lei de IA (AI Act), descrita como a normativa mais ambiciosa do mundo para limitar usos potencialmente perigosos da inteligência artificial.


