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França e Coreia alertam sobre IA e riscos ao cinema

Macron e Lee Jae Myung avisam que a IA ameaça a criatividade no cinema, anunciam fundo de 1 bilhão de euros e organização de 30 milhões na cúpula Lumiere.

07 de set., 19:49 5 fontes · 3 países Regulação
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Cúpula cinematográfica em Saint-Paul-de-Vence com líderes e astros de Hollywood Foto: Bảo Minh / Pexels

O presidente francês Emmanuel Macron e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, alertaram nesta segunda-feira (8 de setembro de 2026) que a inteligência artificial representa uma ameaça à criatividade no cinema, durante a Cúpula Lumiere, realizada em Saint-Paul-de-Vence, perto de Nice. O evento reuniu mais de 200 convidados, incluindo o ator George Clooney e executivos de grandes estúdios, e marcou o anúncio de um investimento conjunto de 1 bilhão de euros (cerca de US$ 1,15 bilhão) para apoiar o cinema independente, além da criação de uma organização com orçamento de 30 milhões de euros para o mesmo fim, segundo a agência AFP.

Os alertas contra a IA

Macron disse que seria um 'erro tremendo' se a tecnologia se tornasse uma ferramenta que substitui criadores. Lee afirmou que a IA deve avançar de modo mais responsável e centrado nas pessoas, e que a indústria audiovisual deve estar baseada na criatividade humana e conectar com emoções. Ele acrescentou que a cooperação entre França e Coreia do Sul deve ir além da relação bilateral e alcançar o mundo.

Investimento e nova organização

Do total de 1 bilhão de euros, metade virá do banco estatal francês Bpifrance e a outra metade da Coreia do Sul, segundo fonte informada. Macron anunciou ainda a criação de uma organização com 30 milhões de euros para apoiar o cinema independente, que teve adesão remota de diretores como Pedro Almodóvar e Juliette Binoche. O diretor do Festival de Cannes, Thierry Fremaux, afirmou que o cinema vive um dos melhores anos desde a pandemia, com o público jovem retornando às salas.

Ausências e críticas

Executivos do YouTube e da Meta recusaram convites, enquanto as empresas de IA generativa também faltaram, sendo acusadas por detentores de direitos de usar obras audiovisuais para treinar modelos sem autorização. O CEO da TF1, Rodolphe Belmer, chamou o YouTube de 'elefante na sala'. Gaetan Bruel, presidente do Centro Nacional do Cinema francês (CNC), declarou ser hora de 'medidas concretas' e defendeu um novo multilateralismo na indústria, comparando a abordagem necessária à aplicada às mudanças climáticas.

Apurado em 5 fontes

Phys.org (Reino Unido) · uk.sports.yahoo.com (Quênia) · Tech Xplore (Reino Unido)

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