Segundo a Yonhap News, o uso de óculos com funcionalidade de IA durante o Exame Nacional de Habilidade para o Ensino Médio (Suneung) leva ao anulamento imediato da prova e à suspensão da elegibilidade para o exame do ano seguinte.
De acordo com o EDaily, simplesmente portar o dispositivo, sem usá-lo, também resulta no mesmo castigo, já que a presença do aparelho na sala de prova é considerada infração.
Como a regra é aplicada
As diretrizes publicadas pela Korean Institute of Curriculum and Evaluation (KICE) em 15 de outubro de 2026 classificam os óculos inteligentes como itens proibidos de entrada no local de prova. Os estudantes devem entregar os aparelhos aos fiscais antes do início da primeira seção; caso sejam encontrados usando o dispositivo durante a prova, a infração enquadra-se no artigo 19, item 3, do regulamento do Suneung, que trata de conduta fraudulenta.
Se o aparelho apenas estiver em posse do candidato, mas não estiver sendo usado, a norma o enquadra no item 9 do mesmo regulamento, que também prevê a anulamento da prova. Em ambas as hipóteses, além do cancelamento da prova em curso, o estudante fica impedido de se inscrever no Suneung do ano subsequente.

Fundamentação e diretrizes oficiais
A decisão foi anunciada pelo Ministério da Educação da Coreia do Sul após uma série de casos de fraude detectados em exames de admissão universitária, incluindo o teste TOEIC em maio de 2026 e as provas de redação dos processos seletivos das universidades Yonsei e Seoul City, onde estudantes foram flagrados usando óculos com IA.
O comunicado da KICE, divulgado em seu site oficial, orienta os fiscais a solicitar que os candidatos retirem os óculos e os coloque sobre a mesa para verificação; a recusa em cumprir a solicitação pode ser considerada infração grave e sujeita a sanção adicional.
Preocupações de professores e impactos operacionais
Sindicatos de professores alertaram que a verificação adicional de óculos inteligentes aumenta a carga de trabalho dos responsáveis pela aplicação do Suneung, exigindo tempo extra e suporte para evitar sobrecarregar os profissionais de educação.
- O sindicato solicita que o Ministério da Educação forneça orientações claras sobre procedimentos de inspeção e alocação de pessoal auxiliar para a tarefa.
- Outra preocupação levantada é a necessidade de distinguir o simples porte do dispositivo do seu uso efetivo, para evitar punições desproporcionais.


