Segundo a Dawn, a Coreia do Norte informou que testou, em 3 de outubro de 2026, um míssil estratégico de médio alcance que envolveu o uso de inteligência artificial e percorreu mais de 700 quilômetros.
Sobre o lançamento e a alegação de IA
A mesma fonte afirmou que o teste ocorreu sábado, logo após Seul detectar o lançamento a partir da região de Wonsan, dirigindo o projétil para o Mar do Leste.
Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong Un, declarou à agência que o míssil é capaz de mudar sua órbita de voo em baixa altitude e que a inteligência artificial foi introduzida no sistema, tornando o ataque praticamente inevitável.
Detalhes das capacidades de manobra e uso de IA
Segundo o SCMP Tech, o míssil foi descrito como balístico de médio alcance com capacidade de manobrar em trajetória baixa, projetado para evitar os sistemas de defesa da Coreia do Sul e do Japão.
A fonte acrescentou que o armamento teria caráter estratégico, indicando possível carga nuclear, e que suas funções de inteligência artificial, embora não detalhadas, seriam suficientes para tornar a interceptação altamente difícil.
Contexto das tensões na península e o incidente de minas
Ambos os veículos отмечают que o lançamento ocorreu dias depois de um aumento das tensões devido à explosão de minas terrestres na zona desmilitarizada, incidente de 21 de setembro que feriu três soldados sul-coreanos e que Seul atribuiu à Coreia do Norte.
O SCMP Tech recordou que Kim Yo Jong havia ridicularizado as exigências de desculpa de Seul referentes ao mesmo episódio de minas, enquanto a Dawn destacou que Seul havia previamente exigido uma desculpa de Pyongyang pelo mesmo fato.

Reações de Seul, Tóquio e Washington
A Dawn informou que os militares sul‑coreanos, americanos e japoneses mantiveram uma postura de defesa robusta, compartilhando informações sobre os lançamentos norte‑coreanos.
O SCMP Tech apontou que as forças japonesas afirmaram que o míssil caiu fora da zona econômica exclusiva do país, enquanto o exército sul‑coreano não fez comentários imediatos sobre as alegações de Pyongyang.
Análise de especialistas e possíveis influências externas
Segundo a Dawn, o analista Hong Sung‑pyo, do Korea Institute for Military Affairs, afirmou que a inteligência artificial pode apoiar a coleta de dados de alvo e as operações de lançamento, mas que ainda é cedo para validar as capacidades proclamadas pela Coreia do Norte.
Ele acrescentou que, apesar de os mísseis manobráveis serem difíceis de interceptar, isso não garante precisão perfeita ao atingir o alvo.
A mesma fonte observou que analistas suspeitam de que o avanço rápido dos mísseis norte‑coreanos possa estar vinculado a apoio russo em troca de envio de tropas para a guerra na Ucrânia.


