Em 3 de outubro de 2026, a Coreia do Norte lançou um míssil médio equipado com inteligência artificial capaz de alterar sua trajetória em baixa altitude, voando mais de 700 quilômetros em direção ao Mar do Japão, conforme informaram fontes austríacas.
Detalhes do teste e capacidades do míssil
A Kleine Zeitung informa que, segundo declarações de Pyongyang, o projectile testado é um míssil de médio alcance cuja rota pode ser modificada por meio de inteligência artificial embarcada.
A Salzburger Nachrichten acrescenta que a irmã influente do líder Kim Jong-un, Kim Yo-jong, afirmou que o uso de IA deixa o projétil "sem caminho para escapar", indicando que não há manobra possível para desviá‑lo.
A Kronen Zeitung repete a mesma declaração de Kim Yo-jong e destaca que o líder norte‑coreano acredita que nenhum outro país terá acesso a tecnologia semelhante por, pelo menos, vários anos.
Avaliação de especialistas e possíveis apoio externo
Especialistas citados pela Salzburger Nachrichten e pela Kronen Zeitung, como Hong Sung-pyo do Korea Institute for Military Affairs, afirmam que a tecnologia de mísseis da Coreia do Norte ainda está atrás das potências militares líderes e que é cedo para julgar a eficácia real da IA embarcada.
Os mesmos especialistas apontam que a cooperação com a Rússia poderia acelerar o desenvolvimento dos mísseis norte‑coreanos, possivelmente em troca do envio de tropas para a guerra na Ucrânia.

Reação da Coreia do Sul e implicações regionais
Segundo a Salzburger Nachrichten, o Estado‑Maior sul‑coreano detectou o lançamento pouco depois das 15h30 (horário local) e informou que o míssil percorreu mais de 700 quilômetros antes de cair no mar.
A mesma fonte informa que o gabinete presidencial sul‑coreano convocou imediatamente uma reunião de urgência do Conselho de Segurança Nacional, ordenou o reforço da vigilância e anunciou o compartilhamento de informações de inteligência com os Estados Unidos e o Japão.
A Kronen Zeitung recorda que, antes do lançamento, Kim Yo-jong já havia rejeitado o pedido de desculpas da Coreia do Sul relacionado ao uso de minas antitanque na zona desmilitarizada, que havia deixado dois soldados sul‑coreanos gravemente feridos.
O texto também menciona que Pyongyang considera Seul seu "principal inimigo", having abandoned the goal of reunification and renforçado a postura hostil nos últimos anos.


