Um contratante ligado à Super Micro Computer reconheceu culpa em tribunal federal de Manhattan por participar de um esquema que desviou servidores equipados com chips avançados de inteligência artificial da Nvidia para a China, conforme documentos judiciais divulgados em 10 de outubro de 2026.
Esquema e apreensão de servidores
O plano, que teria começado por volta de 2024, usou uma empresa do Sudeste Asiático como intermediária para disfarar o destino final dos equipamentos na China. A Guarda Costeira de Taiwan realizou uma segunda fase de buscas em junho, apreendendo 50 servidores ligados ao caso, além de materiais de comunicação do gerente de negócios da Super Micro, Wang Xiangyi.
Os documentos judiciais mostram que Ting‑Wei "Willy" Sun e dois outros acusados, incluindo um cofundador da Super Micro, se declararam culpáveis ontem em Manhattan.
Valor e regras de exportação
A Reuters, citada pelos veículos taiuanos SETN e CNA, informa que os promotores norte‑americanos estimam o valor da tecnologia transferida em cerca de US$ 2,5 bilhões, violando a lista de controle de comércio dos EUA. Os chips Nvidia B200, H100 e H200, assim como os servidores que os incorporam, constam dessa lista, sujeitos a restrições de venda à China sem licença.

Fontes explicam que os EUA têm endurecido as regras de exportação por motivos de segurança nacional, enquanto EUA e China investem dezenas de bilhões em inteligência artificial.
Impacto no mercado
A Super Micro não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters, e suas ações tiveram queda leve no pós‑mercado de Nova York após a confissão de culpa.


