Um desenvolvedor americano lançou, com auxílio do modelo Claude Opus 5.5 da Anthropic, versões gratuitas e open‑source de sete aplicativos da Adobe (Photoshop, Premiere, Illustrator, Lightroom, After Effects, InDesign e Acrobat), escritos em Rust e disponíveis também para execução no navegador.
Como os aplicativos foram desenvolvidos
Segundo a Bright e o Hardware.com.br, o projeto ArtCraft, liderado por Brandon Thomas, utilizou uma abordagem de clean‑room: ele desenvolveu os programas do zero, sem reutilizar código proprietário da Adobe, baseando‑se apenas no que o software faz.
A Bright informa que o código foi escrito em Rust, licenciado sob as permissivas MIT e Apache, e que as versões podem ser executadas nativamente em Windows, macOS e Linux ou via navegador através de WebAssembly.
O Hardware.com.br acrescenta que o desenvolvimento foi auxiliado pelo modelo Claude Opus 5.5 da Anthropic, que o próprio desenvolvedor afirma ter 15 anos de experiência profissional e cerca de dez anos trabalhando com Rust, embora essas declarações não tenham sido verificadas de forma independente.
Promessas de paridade e estágio atual
Na estreia, Thomas prometeu no Reddit alcançar a paridade funcional completa com os equivalentes da Adobe dentro de um mês; posteriormente, em um post na Hacker News, ele ajustou a expectativa, afirmando que 99 % das funcionalidades levariam meses para serem concluídas.
Ambas as fontes concordam que as versões ainda estão em uma fase super precoce de alfa, com diversas limitações relatadas pelos usuários.
O Hardware.com.br, após testar os aplicativos, constatou que a interface é responsiva e alguns recursos básicos funcionam bem para tarefas simples, mas que trabalhos mais complexos, como edição de documentos PSD com muitas camadas ou grupos de camadas, apresentam problemas de organização, navegação e exibição de menus.

O desempenho varia entre as ferramentas: operações elementares respondem rapidamente, enquanto outras dão a sensação de software ainda em desenvolvimento, e atividades como salvar e exportar arquivos ainda sofrem de bugs relatados no repositório GitHub.
Onde a cobertura diverge
A Bright destaca o plano de financiamento do projeto: o acesso pago ao próprio modelo de IA de imagem e vídeo da ArtCraft, integrado nos aplicativos, deverá gerar receita para sustentar o desenvolvimento.
A mesma fonte cita ainda a motivação de Thomas, a irritação com as taxas de cancelamento da Adobe, e menciona que, desde o lançamento do Opus 5.5, têm surgido outros projetos que combinam IA com jogos, como versões de Minecraft inseridas em Skyrim e GTA V, além da visão do desenvolvedor de que "software está acabando" e que hobbyistas poderão, no futuro, reconstruir buscadores e smartphones.
Já o Hardware.com.br concentra‑se na avaliação prática: descreve os testes realizados, lista os pontos fortes (leveza, velocidade de inicialização) e aponta as fraquezas atuais, sem tratar do modelo de negócio ou das ambições além dos sete clones.


