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Clones gratuitos de sete apps da Adobe feitos com IA

Brandon Thomas usou Claude Opus 5.5 para gerar versões gratuitas em Rust de sete apps da Adobe, como Photoshop e Premiere.

09 de out., 08:03 6 fontes · 5 países Mercado Produto
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Desenvolvedor digitando em um laptop com código aberto na tela Foto: Mikhail Nilov / Pexels

Um desenvolvedor americano lançou, com auxílio do modelo Claude Opus 5.5 da Anthropic, versões gratuitas e open‑source de sete aplicativos da Adobe (Photoshop, Premiere, Illustrator, Lightroom, After Effects, InDesign e Acrobat), escritos em Rust e disponíveis também para execução no navegador.

Como os aplicativos foram desenvolvidos

Segundo a Bright e o Hardware.com.br, o projeto ArtCraft, liderado por Brandon Thomas, utilizou uma abordagem de clean‑room: ele desenvolveu os programas do zero, sem reutilizar código proprietário da Adobe, baseando‑se apenas no que o software faz.

A Bright informa que o código foi escrito em Rust, licenciado sob as permissivas MIT e Apache, e que as versões podem ser executadas nativamente em Windows, macOS e Linux ou via navegador através de WebAssembly.

O Hardware.com.br acrescenta que o desenvolvimento foi auxiliado pelo modelo Claude Opus 5.5 da Anthropic, que o próprio desenvolvedor afirma ter 15 anos de experiência profissional e cerca de dez anos trabalhando com Rust, embora essas declarações não tenham sido verificadas de forma independente.

Promessas de paridade e estágio atual

Na estreia, Thomas prometeu no Reddit alcançar a paridade funcional completa com os equivalentes da Adobe dentro de um mês; posteriormente, em um post na Hacker News, ele ajustou a expectativa, afirmando que 99 % das funcionalidades levariam meses para serem concluídas.

Ambas as fontes concordam que as versões ainda estão em uma fase super precoce de alfa, com diversas limitações relatadas pelos usuários.

O Hardware.com.br, após testar os aplicativos, constatou que a interface é responsiva e alguns recursos básicos funcionam bem para tarefas simples, mas que trabalhos mais complexos, como edição de documentos PSD com muitas camadas ou grupos de camadas, apresentam problemas de organização, navegação e exibição de menus.

Tela mostrando linhas de código Rust em um editor
Foto: Muhammed Ensar / Pexels

O desempenho varia entre as ferramentas: operações elementares respondem rapidamente, enquanto outras dão a sensação de software ainda em desenvolvimento, e atividades como salvar e exportar arquivos ainda sofrem de bugs relatados no repositório GitHub.

Onde a cobertura diverge

A Bright destaca o plano de financiamento do projeto: o acesso pago ao próprio modelo de IA de imagem e vídeo da ArtCraft, integrado nos aplicativos, deverá gerar receita para sustentar o desenvolvimento.

A mesma fonte cita ainda a motivação de Thomas, a irritação com as taxas de cancelamento da Adobe, e menciona que, desde o lançamento do Opus 5.5, têm surgido outros projetos que combinam IA com jogos, como versões de Minecraft inseridas em Skyrim e GTA V, além da visão do desenvolvedor de que "software está acabando" e que hobbyistas poderão, no futuro, reconstruir buscadores e smartphones.

Já o Hardware.com.br concentra‑se na avaliação prática: descreve os testes realizados, lista os pontos fortes (leveza, velocidade de inicialização) e aponta as fraquezas atuais, sem tratar do modelo de negócio ou das ambições além dos sete clones.

Apurado em 6 fontes

Bright (Países Baixos) · Hardware.com.br — tech (Brasil)

ver as 6 fontes

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