Segundo o InfoWorld, a Anthropic lançou a versão 2.1.277 do Claude Code em 21 de setembro de 2026, passando a procurar instruções também em arquivos AGENTS.md quando não houver CLAUDE.md no diretório do projeto.
Motivo da mudança
Segundo o InfoWorld, anteriormente o Claude Code lia apenas o arquivo CLAUDE.md para receber instruções específicas do projeto, enquanto o Codex e outros agentes utilizavam o formato AGENTS.md, iniciativa open source sob a Agentic AI Foundation, vinculada à Linux Foundation. Essa diferença obrigava as equipes que usavam mais de uma ferramenta de IA a manter dois arquivos de instruções separados ou a criar soluções como symlinks para manter a sincronia.
Impacto para desenvolvedores e empresas
Segundo o InfoWorld, com a nova versão, se não houver CLAUDE.md, o Claude Code verifica e usa AGENTS.md, permitindo que um único arquivo de instruções seja compartilhado entre diferentes agentes de codificação. Amit Kumar Jena, chefe de desenvolvimento de IA na consultoria Kanerika, afirma que isso elimina trabalho repetitivo e reduz a dívida de manutenção em monorepos grandes, onde instruções em vários níveis de diretório costumam ficar des sincronizadas sob pressão de prazos. Charlie Dai, correspondente principal da Forrester, acrescenta que um formato comum pode servir como ponto de controle para convenções de código, requisitos de segurança, diretrizes arquiteturais e políticas de conformidade nas empresas.
Limitações observadas
Segundo o InfoWorld, Jena alerta que a compatibilidade não torna os agentes intercambiáveis, pois o CLAUDE.md contém recursos específicos do Claude que o AGENTS.md não foi projetado para suportar, o que pode levar a comportamentos diferentes ao ler as mesmas instruções. Além disso, o próprio documento cita uma limitação relacionada ao deployment: a sessão não busca feature flags, o que pode impedir o uso de certas configurações em alguns ambientes.


