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ByteDance, Alibaba e Tencent encomendam chips Nvidia por mais de US$ 35 bi

Três gigantes chinesas encomendaram mais de 3 milhões de chips RTX PRO 5500 da Nvidia, mas a empresa não garante o atendimento por excesso de demanda.

20 de out., 07:16 6 fontes · 4 países Mercado Infraestrutura
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Centro de processamento de dados com servidores em rack Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

Três gigantes chinesas — ByteDance, Alibaba e Tencent — encomendaram mais de 3 milhões de chips RTX PRO 5500 da Nvidia, com valor coletivo acima de US$ 35 bilhões, segundo relato da Reuters. A Nvidia informou a clientes e parceiros que não pode garantir o atendimento total dos pedidos, já que a demanda de empresas chinesas supera a produção planejada.

Encomendas ultrapassam capacidade de produção

Dois familiares próximos e uma terceira pessoa envolvida revelaram que as três empresas chinesas encomendaram os chips por volta de US$ 11.400 cada. A Nvidia teria indicado que talvez apenas 5% a 10% das quantidades solicitadas sejam atendidas. Além disso, a empresa projetou uma produção global máxima de 3 milhões de unidades do RTX PRO 5500 em 2027, enquanto os pedidos totais da China já ultrapassam 6 milhões.

Chips de menos potência, mas ainda disponíveis

O RTX PRO 5500 é um chip de estação de trabalho, destinado a computadores profissionais e não aos grandes centros de dados. Apesar de não ser o mais avançado, é um dos mais potentes chips da Nvidia ainda acessíveis às empresas chinesas devido às restrições de exportação dos EUA. Chips como o B300 (baseado em Blackwell) e o H200 (baseado em Hopper) são proibidos ou limitados no país.

Relevância estratégica e impacto das sanções

A magnitude das encomendas mostra que, mesmo sob as sanções norte-americanas, a demanda chinesa por hardware da Nvidia permanece alta, especialmente por produtos compatíveis. As restrições reduziram a participação da Nvidia no mercado de chips de centro de dados da China de quase monopólio a praticamente zero, mas abriram espaço para fornecedores domésticos como Huawei, que vêm conquistando participação, apesar de enfrentar limitações tecnológicas.

Apurado em 6 fontes

The Economic Times (Índia) · Yahoo Finance (Estados Unidos) · Lapaas Voice (Índia)

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