Em 13 de setembro de 2026, Xi Jinping propôs, durante a segunda sessão do 18º sommet do BRICS em Nova Deli, a criação de uma zona de inteligência artificial open source entre os países do bloco.
Como seria a zona de IA open source
A iniciativa chinesa prevê que os membros do BRICS compartilhem código-fonte, modelos e dados de treinamento de IA sob licenças abertas. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de aplicações de IA em nações em desenvolvimento e reduzir a dependência de tecnologias proprietárias ocidentais.
Xi enquadrou a proposta como parte de um “amplo quadro de governança global” da IA baseado em consenso, rejeitando a ideia de que um único país ou grupo impuser regras. Até agora, não foram divulgados cronogramas, mecanismos de gestão ou detalhes operacionais da zona.
Contexto: rivalidade tecnológica e alianças do BRICS
A proposta surge no meio da crescente rivalidade tecnológica entre China e Estados Unidos. Pequim tem ampliado investimentos em infraestrutura de IA e busca fortalecer laços com o bloco BRICS, que hoje inclui Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e os novos membros admitidos nas recentes expansões.

Le Figaro destacou que a declaração posiciona a China como defensora de um modelo alternativo de governança da IA, distinto do avançado pelos EUA e pela União Europeia.
A cobertura beninense La Nouvelle Tribune enfatizou que a zona seria anunciada por Xi Jinping durante a segunda sessão do 18º sommet do BRICS, realizado em Nova Deli, e destacou o apelo à soberania tecnológica como contrapeso às potências ocidentais.
Nenhum outro líder dos BRICS manifestou publicamente apoio à proposta até a data dos relatos.


