A China propôs a criação de uma zona de inteligência artificial open source (código aberto) entre os BRICS. O anúncio veio do líder chinês, que também defendeu um “amplo quadro de governança global” da IA baseado no consenso, segundo o Le Figaro.
A proposta foi feita em 13 de setembro de 2026, durante um encontro do bloco. O dirigente chinês não disse como a zona open source funcionará, mas ligou a ideia à necessidade de uma governança que não é imposta por um país ou grupo só.
O que a zona open source significaria
Na prática, uma zona de IA open source entre os BRICS permitiria que os países-membros compartilhem códigos, modelos e dados de treinamento de IA sob licenças abertas. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de apps de IA em nações em desenvolvimento e reduzir a dependência de tecnologias proprietárias ocidentais.
De acordo com a proposta chinesa, a governança da IA deve ser “baseada em consenso”. Esse princípio contrasta com as tentativas de regulação unilateral de grandes potências tecnológicas. O Le Figaro observou que a declaração do líder chinês posiciona a China como defensor de um modelo alternativo aos Estados Unidos e da União Europeia.

Contexto da iniciativa
A ideia veio no meio da crescente rivalidade tecnológica entre China e os Estados Unidos. Pequim investe muito em infraestrutura de IA e busca alianças com os BRICS — bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e os novos membros adicionados nas expansões recentes.
O Le Figaro, citando a Agence France-Presse, informou que a declaração não trouxe um cronograma ou mecanismos concretos para a implementação da zona open source. Até o momento, nenhum outro líder do bloco manifestou apoio à proposta.


