Em 9 de outubro de 2026, a China anunciou que vai apertar a fiscalização de seus investimentos em alta tecnologia para conter bolhas e garantir que a inteligência artificial permaneça segura, confiável e controlável.
Diretrizes de supervisão e apoio à inteligência artificial
As orientações publicadas pelo Partido Comunista e pelo Conselho de Estado determinam que o país aprofunde o controle sobre os investimentos em setores de alta tecnologia, evitando expansão excessiva e entradas cegas em áreas emergentes. Para a IA, o plano prevê avanços na teoria e nas tecnologias centrais, ampliando a oferta de poder de processamento, algoritmos e dados, além de criar bases piloto nacionais para aplicações industriais. Também estão previstos sistemas de monitoramento tecnológico, alerta de risco e resposta a emergências, a fim de manter a tecnologia segura e confiável.
Iniciativa AI Plus, economia real e baixa altitude
O documento compromete a plena implementação da iniciativa AI Plus, utilizando a inteligência artificial para modernizar indústrias tradicionais e acelerar o lançamento de produtos inteligentes, como veículos conectados de nova energia, smartphones e computadores com IA e robôs humanoides. Além disso, determina o fortalecimento da inovação original e disruptiva em tecnologias nucleares, usando o sistema nacional liderado pelo Estado para acelerar o desenvolvimento e a implantação de produtos de marca. As orientações ainda instruem os oficiais a dar prioridade à economia real, impedir bolhas, esvaziamento industrial, investimentos cegos e correntes semelhantes a enxames em setores de alta tecnologia, proibindo o uso ilegal ou inadequado de políticas em nome das novas forças produtivas e responsabilizando quem causar grandes prejuízos por tais ações. Por fim, pede o desenvolvimento saudável e ordenado da economia de baixa altitude, envolvendo drones civis, táxeres aéreos, aeronaves menores e serviços relacionados, sempre com foco na segurança.


