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China propõe limitar exportações de IA e 40 tecnologias

O Ministério do Comércio e o Ministério da Ciência e Tecnologia da China divulgaram um draft que propõe restringir ou banir exportações de 40 tecnologias

16 de out., 12:03 11 fontes · 7 países Regulação Regulação
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Reunião de oficiais governamentais discutindo controles de exportação de tecnologia Foto: EqualStock IN / Pexels

China pretende restringir ou banir exportações de 40 tecnologias, abrangendo IA, chips e energia solar, segundo documentos divulgados pelos Ministérios do Comércio e da Ciência e Tecnologia.

Detalhes da proposta chinesa

Segundo The Independent e The Manila Times, o projeto lista 23 tecnologias de inteligência artificial, que vão desde modelos de linguagem avançados até agentes projetados para ambientes altamente sensíveis, como defesa nacional e infraestrutura de informação crítica. A mesma fonte afirma que a exportação de modelos de IA treinados com dados considerados sensíveis pela China seria proibida, assim como a de agentes destinados a esses ambientes. Além disso, a proposta menciona restrições a modelos com contagem de parâmetros igual ou superior a 2 trilhões ou com capacidades consideradas de liderança mundial; exemplos citados são os modelos Kimi K3 da Moonshot e Qwen 3.8-Max da Alibaba, embora o documento não nomeie especificamente quais seriam atingidos. O Independent ainda informa que doze tecnologias relacionadas à energia solar estão incluídas, abrangendo etapas como a produção de polysilicon, matéria‑prima essencial para painéis fotovoltaicos, e que cinco áreas biomedicina, como terapias celulares e gênicas, também constam da lista. Tecnologias de projeto de chips para processamento de IA e para memória foram acrescentadas, segundo as mesmas publicações. O Economic Times acrescenta que o texto prevê a proibição total de 14 tecnologias, incluindo geração de código malicioso por IA, e limitações à exportação de outras 26, aquelas com potencial de uso em invasões ou hacking. Todas as fontes concordam que a medida foi apresentada como necessária pelos porta‑vozes do Ministério do Comércio, citando segurança nacional e o objetivo de evitar uso indevido ou abusivo das tecnologias chinesas. A proposta está aberta à consulta pública por um período de um mês, iniciando na sexta‑feira em que foi divulgada, conforme apontado pelo Economic Times.

Diferenças na cobertura entre fontes

Enquanto The Independent e The Manila Times enfatizam que das 40 tecnologias objeto do controle, 23 pertencem ao campo da inteligência artificial, o Economic Times detalha a divisão entre proibição e limitação: afirma que 14 items seriam totalmente banidos e 26 teriam suas exportações restringidas, destacando entre os banidos o código gerado por IA com intenção maliciosa. Essa diferença de ênfase não altera o número total de 40 tecnologias citado por todas as três fontes, mas mostra como cada veículo escolhe destacar aspectos distintos da mesma proposta.

Contexto e reações internacionais

Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia, comentou que a iniciativa chinesa pode ser interpretada como resposta a exigências de soberania impostas por países ocidentais sobre áreas como IA, robótica e telecomunicações. As mesmas matérias apontam que, nas semanas anteriores, Estados Unidos e China avançaram em diálogos sobre governança e segurança da IA, estabelecendo um mecanismo de notificação bilateral para incidentes que possam ameaçar a segurança nacional. Sobre restrições norte‑americanas, o Independent e o Manila Times recordam que, em junho, o Departamento de Comércio dos EUA havia solicitado à Anthropic que impedisse estrangeiros de usar alguns de seus modelos mais poderosos, identificados como Fable 5 e Mythos 5, cita‑se que a medida foi posteriormente retirada. Nenhuma das fontes fornece informações sobre o valor econômico potencial das exportações afetadas ou sobre datas específicas de entrada em vigor das novas regras.

Apurado em 11 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · The Independent (Reino Unido) · The Economic Times (Índia) · The Manila Times (Filipinas)

ver as 11 fontes

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