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Chefe da ONU pede coordenação global para regulamentar IA

António Guterres alerta para perigos de corrida desenfreada na IA, cita benefícios em clima e saúde, e afirma que o tema será debatido na Assembleia Geral da ON

17 de set., 00:25 28 fontes · 18 países Mercado Regulação
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Foto de reunião das Nações Unidas sobre regulamentação da inteligência artificial Foto: Markus Winkler / Pexels

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, defendeu nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, uma coordenação global para enfrentar os riscos da inteligência artificial, destacando que a tecnologia não respeita fronteiras. Ele falou em coletiva de imprensa em Nova York e afirmou que o assunto será debatido na Assembleia Geral da ONU na próxima semana.

Riscos e competição desenfreada

Segundo a Veja, Guterres alertou para os perigos de uma competição desenfreada pelo desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados de IA. Ele disse que a ação em nível nacional é essencial, mas que a cooperação global também é necessária, pois os riscos da IA não obedecem a fronteiras.

A Veja também relata que o secretário-geral acrescentou que os governos têm a responsabilidade de proteger suas populações das ameaças relacionadas à inteligência artificial.

A Bloomberg Businessweek publicou a manchete "United Nations Chief Calls for Coordinating Global AI Regulation", resumindo o apelo de Guterres por uma regulação internacional coordenada.

Benefícios reconhecidos

Na mesma coletiva, segundo a Veja, Guterres reconheceu os possíveis benefícios da tecnologia, citando avanços no desenvolvimento sustentável, na educação, na saúde e no enfrentamento das mudanças climáticas.

Ele ressaltou, contudo, que os responsáveis pelo desenvolvimento dos sistemas mais avançados manifestaram preocupação com a velocidade de sua evolução.

Guterres avisou que o mundo não pode se dar ao luxo de uma corrida rumo ao abismo em matéria de segurança da IA.

Foto de António Guterres falando em coletiva de imprensa das Nações Unidas
Foto: Borta / Pexels

Iniciativas de setor e governos

A Veja informa que, na terça-feira, 15 de setembro de 2026, OpenAI, Anthropic e Google DeepMind anunciaram que estão trabalhando na criação de um órgão para supervisionar os riscos associados à tecnologia.

Na quarta-feira, 16 de setembro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que reuniria grandes atores do setor para apoiar esforços específicos destinados a desacelerar o desenvolvimento dos modelos de IA mais potentes.

Acusações de ex‑funcionários

De acordo com a Veja, na última terça-feira, 8 de setembro de 2026, Jacob Coxon, ex‑funcionário da Anthropic e da OpenAI, publicou em seu X (antigo Twitter) acusando as empresas de acreditarem que a IA pode matar a todos até o fim da década e de ignorarem riscos iminentes no desenvolvimento de suas inteligências superpoderosas.

Coxon disse que se demitiu na mesma data de seu cargo na Anthropic por divergir do caminho escolhido pela empresa para o desenvolvimento de suas inteligências artificiais.

Em suas publicações, ele acusou as duas empresas de não serem responsáveis e de estarem em uma corrida em linha reta até uma superinteligência artificial capaz de se aprimorar e de apostar com nossas vidas.

Apurado em 28 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Veja (Brasil) · O Tempo (Brasil)

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