António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, defendeu nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, uma coordenação global para enfrentar os riscos da inteligência artificial, destacando que a tecnologia não respeita fronteiras. Ele falou em coletiva de imprensa em Nova York e afirmou que o assunto será debatido na Assembleia Geral da ONU na próxima semana.
Riscos e competição desenfreada
Segundo a Veja, Guterres alertou para os perigos de uma competição desenfreada pelo desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados de IA. Ele disse que a ação em nível nacional é essencial, mas que a cooperação global também é necessária, pois os riscos da IA não obedecem a fronteiras.
A Veja também relata que o secretário-geral acrescentou que os governos têm a responsabilidade de proteger suas populações das ameaças relacionadas à inteligência artificial.
A Bloomberg Businessweek publicou a manchete "United Nations Chief Calls for Coordinating Global AI Regulation", resumindo o apelo de Guterres por uma regulação internacional coordenada.
Benefícios reconhecidos
Na mesma coletiva, segundo a Veja, Guterres reconheceu os possíveis benefícios da tecnologia, citando avanços no desenvolvimento sustentável, na educação, na saúde e no enfrentamento das mudanças climáticas.
Ele ressaltou, contudo, que os responsáveis pelo desenvolvimento dos sistemas mais avançados manifestaram preocupação com a velocidade de sua evolução.
Guterres avisou que o mundo não pode se dar ao luxo de uma corrida rumo ao abismo em matéria de segurança da IA.

Iniciativas de setor e governos
A Veja informa que, na terça-feira, 15 de setembro de 2026, OpenAI, Anthropic e Google DeepMind anunciaram que estão trabalhando na criação de um órgão para supervisionar os riscos associados à tecnologia.
Na quarta-feira, 16 de setembro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que reuniria grandes atores do setor para apoiar esforços específicos destinados a desacelerar o desenvolvimento dos modelos de IA mais potentes.
Acusações de ex‑funcionários
De acordo com a Veja, na última terça-feira, 8 de setembro de 2026, Jacob Coxon, ex‑funcionário da Anthropic e da OpenAI, publicou em seu X (antigo Twitter) acusando as empresas de acreditarem que a IA pode matar a todos até o fim da década e de ignorarem riscos iminentes no desenvolvimento de suas inteligências superpoderosas.
Coxon disse que se demitiu na mesma data de seu cargo na Anthropic por divergir do caminho escolhido pela empresa para o desenvolvimento de suas inteligências artificiais.
Em suas publicações, ele acusou as duas empresas de não serem responsáveis e de estarem em uma corrida em linha reta até uma superinteligência artificial capaz de se aprimorar e de apostar com nossas vidas.


