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Chefe do BIS alerta para riscos financeiros do boom da IA

BIS estima que as cinco maiores empresas de tecnologia destinarão mais de US$ 1 trilhão para IA entre 2025 e 2026, enquanto o investimento global pode chegar a

10 de set., 03:48 4 fontes · 4 países Mercado Análise
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Ilustração mostrando gráficos financeiros com símbolos de inteligência artificial Foto: Déji Fadahunsi / Pexels

O presidente do Banco para Liquidações Internacionais (BIS), Pablo Hernandez de Cos, alertou que o rápido crescimento da inteligência artificial está gerando novos riscos para a estabilidade financeira global.

Escala de investimento

O BIS estima que as cinco maiores companhias de tecnologia do mundo vão destinar mais de US$ 1 trilhão para projetos de IA entre 2025 e 2026.

Previsões do setor indicam que o investimento global em IA pode subir dos atuais cerca de US$ 500 bilhões para até US$ 4 trilhões até 2030.

Financiamento e vulnerabilidades

Parte significativa desse aumento está sendo financiada por dívida e crédito privado, em vez de lucros corporativos.

Essa forma de financiamento permanece opaca e altamente interligada, o que exige atenção porque pode gerar fragilidades caso os resultados das empresas fiquem abaixo das expectativas.

Efeitos no comércio e na produtividade

A IA está alterando os fluxos comerciais globais, beneficiando economias fortemente ligadas à cadeia de suprimentos de tecnologia, como Coreia do Sul, Singapura, Malásia e Taiwan, que tiveram preços de exportação mais altos para chips e equipamentos de IA.

Estudos mostram ganhos de produtividade entre 10% e 65% em tarefas específicas, como programação, consultoria e redação profissional, decorrentes do uso de IA generativa.

Foto de um centro de dados com servidores e luzes
Foto: Brett Sayles / Pexels

O impacto desses avanços na produtividade total dos fatores ainda é incerto; as estimativas atuais sugerem um aumento de aproximadamente meio ponto percentual ao ano, dependendo da velocidade de adoção e da realocação de trabalho e capital.

Economias avançadas deverão colher os primeiros benefícios devido ao maior setor de serviços e à maior preparação para implantar a IA, enquanto economias emergentes enfrentam perspectivas mais variadas; o responsável pelo BIS citou a Índia como exemplo de país que pode reduzir a diferença graças à sua infraestrutura pública digital.

Mercado de trabalho e paralelos históricos

Quanto ao emprego, Hernandez de Cos disse que as perdas de vagas até agora são limitadas, mas já há indícios de substituição em funções de atendimento ao cliente, programação e atividades administrativas, tornando a requalificação e o aprimoramento de habilidades cada vez mais relevantes.

Ele também alertou que avaliações elevadas, concentração de mercado e estruturas de financiamento pouco transparentes podem criar vulnerabilidades se os lucros corporativos não acompanharem as expectativas.

Para ilustrar a necessidade de cautela, o chefe do BIS traçou paralelos com booms anteriores, como a expansão das ferrovias no século XIX e a bolha das ponto‑com nos primeiros anos 2000.

Apurado em 4 fontes

The Economic Times (Índia)

ver as 4 fontes

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