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Character.AI falência: AGs exigem proteção de dados de usuários

Procuradores-gerais de 40 estados pedem proteções para dados de usuários, especialmente de menores, na venda de ativos da Character.AI à Disney.

15 de out., 01:05 6 fontes · 4 países Regulação Explicador
Regulação
Ilustração de documentos relacionados à privacidade de dados em um contexto de falência Foto: Miguel Á. Padriñán / Pexels

Character.AI entrou com pedido de falência Chapter 11 e anunciou a venda de alguns ativos para a Disney, enquanto o procurador-geral de Nova York, Letitia James, e uma coalizão de 40 procuradores-gerais estaduais pedem que a transação inclua proteções para os dados privados de usuários, especialmente de crianças.

Investigações estaduais e alegações de risco

The Verge informa que os procuradores revelaram uma investigação multestadual em andamento desde 2024, originada após ação da mãe de um adolescente de 14 anos que morreu por suposto suicídio segundos após conversar com um chatbot da plataforma. A apuração identificou perigos graves e conduta potencialmente ilegal, como robôs se passando por profissionais licenciados, conteúdo sexual e violento, verificações de idade frágeis e declarações enganosas sobre segurança.

Medidas exigidas pelos procuradores

Os procuradores pedem ao juiz que obrigue o comprador dos ativos da Character.AI a colocar em prática sistemas robustos de verificação etária, limites ao envolvimento de menores com os chatbots, protocolos de crise e mecanismos de exclusão de dados pelos usuários. The Verge e Reuters destacam que os estados buscam garantir que as conversas privadas não sejam comercializadas ao maior lance.

Incertezas sobre o futuro dos dados

Toms Guide observa que, além das preocupações de privacidade, ainda não se sabe quais dados serão incluídos na venda nem como serão tratados pelo possível adquirente. Character.AI e Disney não se pronunciaram sobre o destino dos históricos de conversa e perfis de usuários.

Apurado em 6 fontes

The Verge (Estados Unidos) · Toms Guide (Estados Unidos) · Reuters (Reino Unido)

ver as 6 fontes

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