OCTO+

CERN e Mistral criam modelo de IA Flare para física

Parceria entre CERN e Mistral desenvolve o Flare, primeiro modelo de fundação para física de colisores, treinado com bilhões de simulações de partículas.

15 de out., 15:39 6 fontes · 5 países Modelos
ModelosMistral
Ilustração do Grande Colisor de Hádrons do CERN Foto: Ramaz Bluashvili / Pexels

O CERN e a Mistral AI anunciaram uma parceria de longo prazo para desenvolver o Flare, primeiro modelo de fundação para física de colisores, que será treinado com bilhões de simulações de partículas e terá acesso a cerca de um exabyte de dados do "Large Hadron Collider".

Detalhes da parceria

Segundo a Reuters e a CNA, o CERN e a Mistral AI fecharam uma aliança estratégica de longo prazo anunciada na quinta‑feira, com um termo de intenção que concede à empresa francesa acesso a um dos maiores conjuntos de dados científicos do mundo.

A BusinessLIVE e a Business Day acrescentam que o diretor de tecnologia do CERN, Enrica Porcari, afirmou que a cooperação vai elevar as capacidades de IA para toda a comunidade de física e que os resultados serão compartilhados.

As mesmas fontes destacam que o presidente da Mistral, Arthur Mensch, escreveu no Le Monde que os modelos de fronteira são agora indispensáveis ao progresso científico e criticou companhias que mantêm vantagens exclusivas.

Sobre o modelo Flare

Segundo a Reuters, a BusinessLIVE e a Business Day, o parceiro pretende desenvolver o Flare, descrito como o primeiro modelo de fundação dedicado à física de colisores.

Essas mesmas publicações explicam que o Flare será treinado com bilhões de simulações de colisões de partículas, seguindo a mesma arquitetura dos grandes modelos de linguagem, porém usando dados de colisão em vez de texto.

Diagrama de treinamento de modelo de IA para física
Foto: Google DeepMind / Pexels

A BusinessLIVE e a Business Day observam que o objetivo é substituir alguns algoritmos especializados atualmente empregados na reconstrução e identificação de partículas.

Ambas as fontes citam Porcari, que definiu a física de alta energia como um ambiente único para testar IA com rigor excepcional, e lembram que o CERN utiliza IA há uma década para transformar dados brutos em imagens dos eventos, embora com várias ferramentas por etapa.

Segundo a BusinessLIVE, o laboratório europeu detém cerca de um exabyte (um milhão de terabytes) de dados experimentais do LHC e prevê que o volume de colisões cresça dez vezes após a atualização em curso, esperada por volta de 2030.

A mesma fonte observa que nenhum cronograma ou orçamento foi revelado para o desenvolvimento do Flare.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 6 fontes

Reuters (Reino Unido) · CNA (Singapura) · BusinessLIVE (África do Sul) · Business Day (África do Sul)

ver as 6 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)