Projetos de centros de dados alimentados por IA impulsionam demanda por armazéns nos EUA, segundo relatório da JLL divulgado nesta semana. A construção de instalações para grandes provedores de nuvem, especialmente em torno de Dallas/Fort Worth e Washington, D.C., está gerando nova demanda por espaços industriais e contribuindo para o aumento dos aluguéis no terceiro trimestre.
Centros de dados e a corrida pela IA
Segmentos como construção, telecomunicações e utilidades estão se tornando mais presentes nos corredores industriais tradicionais, segundo a JLL. Grandes empresas — incluindo Alphabet, Microsoft, Meta e Amazon — estão investindo bilhões de dólares para liderar a competição na inteligência artificial, que exige grandes volumes de energia elétrica e sistemas robustos de resfriamento.
“A expansão dos centros de dados está gerando uma demanda industrial significativa em hubs logísticos importantes, como Dallas/Fort Worth, onde fornecedores e provedores de infraestrutura se agrupam perto de campus hiperescaláveis”, afirmou a JLL em seu relatório de mercado imobiliário industrial do terceiro trimestre.
Aluguéis disfarçados de pressão
Os aluguéis médios pedidos atingiram US$ 10,55 por metro quadrado, um aumento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior — a mais rápida variação anual desde o segundo trimestre de 2024, segundo a JLL. Esse crescimento baseia-se em contratos de aluguel triple-net (NNN), em que os inquilinos pagam separadamente impostos sobre o imóvel, seguros e manutenção das áreas comuns, além do aluguel básico.

Onde a cobertura diverge
Fontes asiáticas e europeias reforçam o impacto direto dos centros de dados de IA sobre o setor imobiliário industrial nos EUA, destacando a transformação na localização e perfil dos inquilinos. Enquanto isso, a cobertura internacional tende a focar nas implicações geopolíticas e estratégicas da disputa entre grandes tecnologias, sem aprofundar muito nos detalhes locais de demanda por armazéns.
Ainda não foi divulgado como esse movimento imobiliário afeta diretamente o mercado brasileiro — especialmente considerando que empresas locais ainda estão em fase inicial de expansão de infraestrutura para IA.


