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Cazaquistão ordina procedimento para mapear tarefas de IA na indústria

Presidente Tokayev determinou que governo e empresas desenvolvam método para identificar e atualizar tarefas de IA com foco em eficiência real.

02 de out., 09:04 7 fontes · 2 países Regulação Regulação
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Foto de uma fábrica com máquinas e trabalhadores Foto: abdo alshreef / Pexels

Em 2 de outubro de 2026, o Presidente do Cazaquistão, Kassym‑Jomart Tokayev, determinou que o Governo, em conjunto com empresas nacionais e o setor privado, desenvolvesse um procedimento para identificar e manter atualizada a lista de tarefas de inteligência artificial relevantes para a indústria. A ordem foi dada durante o terceiro encontro do Conselho de Desenvolvimento da Inteligência Artificial, conforme relatado pelo Kazinform.

Escrever do jeito certo

Tokayev não quer mais pilhas de software solto em fábricas. Quer um mapa vivo do que a IA pode fazer de verdade no chão de fábrica. E não qualquer mapa: um método, com entrada e saída definidas, que o Governo vai montar junto com Samruk‑Kazyna e o empresariado. O ponto? Achatar a cadeia produtiva e ver onde a tecnologia rende algo mais do que automatizar uma esteira. “Digitalizar um processo e deixar o resto pra lá” — isso, segundo o presidente, já não bate.”

O que ele chamou de “procedimento” não é um comitê de estimativa. É uma varredura ativa. O governo vai percorrer as linhas de produção, ouvir quem está lá: engenheiros, tecnólogos, mestres e operários. São esses que sabem onde a máquina para, onde o lote foge, onde o risco mora. Eles apontam. A diretoria valida. E a lista vai sendo atualizada — não é documento morto, é sistema vivo.

Tem uma regra de ouro: resultados reais. Nada de piloto bonito que morre no PowerPoint. As empresas selecionadas para a transformação integral devem mostrar ganhos concretos — e rápido. Quem não responder, cai do rol. Quem responder, vira caso de referência.

Escalando sem burocracia

Se o modelo funciona em uma unidade, não fica guardado como tesouro. Ele viaja. A ideia é colocar as ferramentas de IA direto no sistema de gestão da produção e espalhar o jeito por todo país — do Cáucaso às estepes setentrionais. Mas sem o peso das minutagens que administra mais do que produzem. Tokayev alertou: evitem burocracia. A inovação não nasce de uma planilha, nasce do chão.

Tela mostrando painel de inteligência artificial em sala de controle
Foto: Erik Mclean / Pexels

O que ele quer é simples, mas não fácil: uma ponte direta entre laboratório e fábrica. E a base dessa ponte vai ter nome: Qazaq AI Research University. Não é só mais uma universidade. É um satélite que vai girar em torno da indústria — e não o contrário. Sua pesquisa terá que nascer da pergunta: “o que a linha de produção precisa hoje?” A lista de tarefas vai ser o guia. Atualizada. Viva. Compartilhada.

Quem paga a missão

O Conselho de Desenvolvimento da Inteligência Artificial não é um fórum de discursos. É uma equipe de comando. E Tokayev usou a terceira reunião para transformar discurso em ordem operacional. Nem tudo vai vir da ponta. Nem tudo vai ser feito no Palácio de Ak Orda. Parte vai vir do Samruk‑Kazyna, que já comanda a maioria das empresas industriais do país. A holding vai atuar como testadora oficial: onde o modelo de IA tiver mais impacto, lá se instala de verdade.

Eles não vão inventar a roda. Vão usar o que já funciona e apressar. O que não funcionar é descartado. O que funcionar é replicado. É isso que o presidente chamou de “transformação integral” — não é modernizar uma linha, é mudar o olhar inteiro da fábrica.”

Apurado em 7 fontes

Kazinform (KZ) · Tengrinews (Cazaquistão)

ver as 7 fontes

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