OCTO+

Capcom transforma RE Engine em IA para jogos

Capcom revela plano para evoluir o RE Engine com o projeto REX, integrando IA no desenvolvimento visando criar jogos juntamente com inteligência artificial.

03 de out., 14:01 5 fontes · 5 países Modelos Produto
Modelos
Diagrama de engine de jogo com elementos de inteligência artificial Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

Capcom anunciou planos para transformar seu RE Engine em uma engine de geração de jogos com IA, visando atender mais de 2.000 desenvolvedores, segundo o Eurogamer. O anúncio foi feito durante a Capcom Open Conference RE: 2026, realizada em 2 de outubro de 2026, conforme reportado pela IGN Africa.

Projeto REX e seus componentes

Segundo a IGN Africa, o programa chamado REX foi criado para resolver três problemas apontados pelo programador Satoshi Ishida: o crescimento massivo dos jogos que torna processos simples extremamente demorados, a necessidade de uma engine fácil de ser usada por um número crescente de funcionários e a obrigação de integrar a inteligência artificial ao fluxo de desenvolvimento para otimizar futuros lançamentos.

O Eurogamer detalha que o REX inclui sistemas como RE:Dox, que padroniza o tratamento de dados em diferentes formatos; RE:UI, que acelera as ferramentas separando aparência do estado; e RE:Log, que substitui logs baseados em texto por um sistema baseado em identificadores. Ainda fazem parte do pacote RE:Flows, uma ferramenta de script visual que gera código padrão automaticamente; RE:Runtime, um núcleo de execução reprocessado para lidar com grandes quantidades de personagens por meio de processamento em lote; e uma camada otimizada chamada RE:C++.

Ambas as fontes afirmam que parte da tecnologia desenvolvida no REX já foi disponibilizada como código aberto para apoiar o treinamento de modelos de IA.

Objetivo da integração de IA

A IGN Africa cita Ishida dizendo que a meta é construir uma engine onde a IA possa compreender e gerar código, executar testes automatizados para detectar bugs e apoiar diretamente a equipe, avançando rumo a um futuro em que os times criem jogos junto com IA.

O Eurogamer reforça que a Capcom já havia comunicado aos investidores, em junho de 2026, que o uso de IA generativa teria como objetivo melhorar a eficiência de operações rotineiras, permitindo que os desenvolvedores dediquem mais tempo à criação de valor essencial, mantendo a criatividade central das experiências sob responsabilidade humana.

Equipe de desenvolvedores discutindo código em tela
Foto: cottonbro studio / Pexels

Em ambas as entrevistas, a empresa deixa claro que a criatividade dos jogos continuará sendo humana, enquanto a IA atuará apenas como ferramenta de apoio à produtividade.

Outros anúncios e contexto

Segundo o Eurogamer, a versão para Switch 2 de Monster Hunter Wilds, contendo todas as atualizações de DLC gratuitas incluindo novos monstros, estará disponível a partir de 4 de dezembro de 2026 e trará modo cooperativo local.

A IGN Africa acrescenta que o produtor executivo de Resident Evil, Jun Takeuchi, revelou que a série está sendo desenvolvida em duas trilhas para se preparar para o momento em que os remakes alcançarem os padrões modernos.

O mesmo veículo menciona que, neste ano, a Capcom lançou três títulos aclamados pela crítica Resident Evil Requiem Pragmata e Onimusha: Way of the Sword além das adaptações cinematográficas de Zach Cregger’s Resident Evil e da Legendary’s Street Fighter cuja estreia nos cinemas está marcada para 16 de outubro de 2026.

Apurado em 5 fontes

IGN Africa (África do Sul) · Eurogamer (Reino Unido)

ver as 5 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)