Canva lançou globalmente o modelo de inteligência artificial Canva Craft, seu primeiro motor de geração de imagens desenvolvido por Canva Research, entrando em concorrência direta com soluções da Google e Microsoft. O modelo foca na precisão estrutural e na legibilidade de texto em composições visuais complexas, utilizando uma arquitetura de duas fases que separa a planificação da imagem do seu render final.
Arquitetura inovadora e resultados de avaliação
Segundo a TugaTech, o Canva Craft cria primeiro um mapa lógico e espacial da imagem antes de renderizar os pixéis, resolvendo problemas comuns de sobreposição de elementos e garantindo que textos integrados nos gráficos permaneçam nítidos.
O modelo atinge resolução de até 2K e suporta mais de 30 proporções, adaptadas a redes sociais, ambientes realistas ou arte digital. Em avaliações da DesignArena, o Canva Craft ocupa a quarta posição global entre 87 modelos em People Portraits e entre 85 modelos em Landscapes Nature, segundo a OneDigital.
Processo de treinamento focado em utilidade gráfica
O treinamento do Canva Craft baseou-se na vasta biblioteca interna da empresa, alimentando o modelo com milhões de arquivos criados por humanos, incluindo apresentações, infográficos e menus de restaurantes. Esta exposição a conteúdos estruturados confere ao algoritmo uma vantagem na criação de materiais prontos a utilização.

Após o pré-treinamento, Canva Research otimizou o modelo com ajuste fino supervisado e aprendizagem por reforço, incorporando feedback de designers profissionais. Para avaliações internas, mais de 25.000 pares de imagens foram analisados em comparações diretas com modelos líderes, priorizando o critério dos designers quando as avaliações automatizadas e humanas divergiam.
Acesso e funcionalidades futuras
Qualquer utilizador pode experimentar a tecnologia acessando o menu lateral esquerdo da interface e selecionando a opção Dream Lab, segundo a TugaTech. A empresa também está a desenvolver versões Craft-fast e Craft-ultra, desenhadas para reduzir tempos de processamento.
O futuro do sistema inclui a integração com programas de terceiros através do protocolo aberto Model Context Protocol, permitindo que assistentes automatizados gerem ou alterem imagens sem intervenção manual.


