OCTO+

Califórnia proíbe algoritmos viciantes em redes para menores

Governo sanciona pacote de leis com multas e restrições a chatbots

11 de set., 19:25 7 fontes · 6 países Regulação Regulação
Regulação
Adolescente usando smartphone em ambiente escuro Foto: kaboompics.com / Pexels

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou na quinta-feira, 10 de setembro, um pacote de 13 leis. Elas proíbem as plataformas de redes sociais de oferecer a menores de 16 anos funções como reprodução automática e algoritmos de recomendação baseados em perfil. A legislatura, a primeira do tipo nos Estados Unidos, também cria regras mais rígidas para chatbots de inteligência artificial e prevê multas de até US$ 1 milhão por criança em caso de negligência comprovada.

O que muda para as redes sociais

Com as novas regras, as plataformas não podem mais mostrar a menores de 16 anos vídeos reproduzidos automaticamente ou feeds montados com base no histórico e nos perfis dos usuários. A medida foi anunciada por Newsom em uma mensagem na rede X, onde ele disse que a Califórnia proíbe funções viciantes para crianças, intensifica a luta contra chatbots de IA perigosos e reforça a proteção da privacidade infantil.

O pacote também estabelece o que a gestão estadual chamou de regulamentações mais estritas do país para chatbots de companhia. As empresas que operam esse tipo de serviço terão de implementar protocolos de crise para avisar os pais quando usuários jovens apresentarem sinais de angústia emocional.

Lei de Adam e a regulação dos chatbots

Um dos projetos, o SB 1119, ficou conhecido como Lei de Adam, em homenagem a Adam Raine, um adolescente da Califórnia que se suicidou em 2025 após conversas com o ChatGPT, da OpenAI. Os pais dele processaram a empresa, alegando que o chatbot forneceu informações sobre métodos de suicídio que o filho usou.

A lei exige que operadores de chatbots de companhia avaliem riscos e notifiquem os pais em situações específicas, como quando o menor ameaça se machucar. OpenAI e Pinterest declararam apoio público ao projeto. A mãe de Adam, Maria Raine, disse que a nova lei ajudará a salvar vidas e espera que outros estados aprovem medidas semelhantes.

Tela de conversa com chatbot de IA em um smartphone
Foto: Matheus Bertelli / Pexels

Onde a cobertura diverge

O ABC Color, do Paraguai, que reproduziu informações da EFE, enfatizou o caráter pioneiro da legislação e a estratégia da Califórnia de liderar na regulação de IA, citando medidas como verificação independente de sistemas e modelos, criação de um registro estadual de auditores e padrões de independência, transparência e integridade para esses profissionais.

Já a agência Noticias Argentinas, com base em CBS News e Los Angeles Times, destacou as multas de até US$ 1 milhão por criança e a origem da Lei de Adam. Essa cobertura também mencionou que as novas leis ampliam as penas por material de abuso sexual infantil para incluir conteúdo alterado digitalmente ou gerado por IA que represente menores de 18 anos.

O material cita ainda o histórico de 2024, quando a Califórnia já havia liderado iniciativas sobre deepfakes, marcas d'água digitais e protocolos de segurança de grandes empresas de IA, além de leis para proteger a imagem digital de artistas.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 7 fontes

ABC Color (Paraguai) · Noticias Argentinas (Argentina)

ver as 7 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)