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ByteDance acessa mais de 2.000 chips Nvidia B200 na Noruega

A chinesa ByteDance conseguiu usar GPUs B200 através de um data center da Nscale na Noruega, contornando restrições de exportação dos EUA.

26 de set., 09:18 15 fontes · 12 países Infra Infraestrutura
InfraNVIDIAByteDance
Fachada de um data center em área fria com painéis solares Foto: Peter Xie / Pexels

Segundo a Bloomberg, o Tom's Hardware e o ITavisen, a chinesa ByteDance obteve acesso a mais de dois mil chips Nvidia B200 por meio de um data center operado pela norueguesa Nscale na região de Glomfjord, na Noruega.

Detalhes do acordo e da estrutura societária

O ITavisen informa que o contrato foi celebrado em maio de 2025 através da Spring (SG) Pte Ltd, empresa sediada em Cingapura e controlada pela ByteDance. A Spring firmou acordo com a Nscale para o uso de 2.304 placas B200 instaladas no campus de Glomfjord. O Tom's Hardware acrescenta que, nos registros da Nscale, não há menção explícita à controladora chinesa.

Como o acesso contorna as restrições americanas

De acordo com o ITavisen, a lei norte‑americana impede a venda direta de chips de alta performance a empresas chinesas, mas não proíbe o aluguel de capacidade de computação em data centers localizados fora da China. Essa brecha legal permitiu que a ByteDance executasse cargas de trabalho de inteligência artificial na Noruega sem que os chips B200 fossem fisicamente exportados para território chinês.

Visão detalhada de um chip de GPU Nvidia B200
Foto: Adriano Ponte Abreu / Pexels

Participação da Aker e o financiamento do projeto

O ITavisen destaca que a maior acionista da Nscale é a conglomerada norueguesa Aker, que detém cerca de 22,7 % do capital e já investiu 350 milhões de dólares no negócio neste ano. Para viabilizar a aquisição das GPUs, a Nscale contou com um empréstimo de 105 milhões de dólares concedido pela Macquarie, complementado por 35 milhões de dólares em aportes de próprio capital. Os documentos do empréstimo incluem cláusulas que obrigam a Nscale a monitorar o uso da infraestrutura e a reportar padrões de cálculo que possam indicar violação das regras de exportação dos EUA.

Origem e atual uso do data center

Conforme relatado pelo ITavisen, o edifício de Glomfjord foi inicialmente construído para mineração de criptomoedas e, posteriormente, reformado para operar como centro de inteligência artificial. O mesmo lote de chips B200 faz parte da geração Blackwell, cuja exportação para a China está sujeita a restrições governamentais americanas.

Apurado em 15 fontes

Bloomberg.com (UG) · Tom's Hardware (Estados Unidos) · ITavisen (Noruega)

ver as 15 fontes

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