O presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que o leite passa por mais controle regulatório que a inteligência artificial e defendeu que a IA seja regulada com rigidez semelhante à aplicada a produtos alimentícios, segundo o Yahoo股市 - 最新聞 (Taiwan) e corroborado por Der Standard e Engadget. Ele declarou que cada embalagem de leite no supermercado está sujeita a normas de segurança e inspeção, enquanto a IA ainda carece de tais regras, conforme o Der Standard. A fala ocorreu em entrevista à BBC, cuja data exata não foi divulgada, segundo o mesmo veículo.
Analogia entre leite e IA e proposta de supervisão
Segundo o Der Standard, Smith explicou que, assim como os produtos alimentícios passam por rigorosas inspeções, cada cartucho de leite encontrado nas prateleiras está sujeito a normas de segurança e controle, enquanto a IA ainda não possui esse nível de supervisão. Ele acrescentou que eletrodomésticos e alimentos são submetidos a uma vigilância mais estrita do que a tecnologia de IA, sugerindo usar esse modelo de oversight para avançar na regulação da inteligência artificial. O Engadget reforçou a comparação ao afirmar que até uma máquina de lavar roupas está sob mais regras de segurança do que os sistemas de IA atuais.
Contexto político e posições de outros atores
O Engadget relatou que a falta de ação regulatória nos Estados Unidos dá ao Reino Unido uma abertura única para liderar a regulação da IA, já que, em Washington, os responsáveis não observam o Reino Unido e Londres da mesma forma que observam Bruxelas, o que Smith considera uma vantagem. Ele afirmou que espera que a Microsoft possa desempenhar esse papel como empresa e que o Reino Unido o faça como país, sobretudo ao considerar modelos de IA tão poderosos que colocam em risco a cibersegurança global. O mesmo veículo acrescentou que grandes empresas de IA dos EUA, como Anthropic, OpenAI e a DeepMind do Google, têm defendido um abrandamento no desenvolvimento da IA, enquanto o presidente Donald Trump declarou que a indústria americana de IA precisa acelerar para manter a vantagem sobre a China e preferiria que as empresas se autorregulassem. No chamado summit de Super Intelligence, liderado por Trump, executivos como Sundar Pichai (Google), Dario Amodei (Anthropic), Mark Zuckerberg, Greg Brockman (OpenAI), Elon Musk e Jensen Huang (NVIDIA) assinaram um pacto que inclui autorregulação, salvaguardas contra modelos desviados e o uso de auditores independentes; críticos, porém, disseram à BBC que o acordo permite às empresas definir o que considera segurança e que ele deveria ser ignorado por ser uma distração.
Chamado por regulamentação global e mecanismo independente
O Yahoo股市 - 最新聞 (Taiwan), citando a Central News Agency de Londres, informou que Brad Smith pediu uma regulação global da IA e afirmou que os padrões de segurança atuais são ainda mais frouxos do que os aplicados ao leite em caixinha. Ele propôs a criação de uma instituição independente responsável por examinar os mais recentes avanços na tecnologia de IA. A nota foi datada de 12 de outubro de 2026, conforme a reportagem da agência londrina.
O que ainda não foi divulgado
Nenhum dos veículos consultados revelou a data exata da entrevista à BBC em que Smith fez as declarações, nem detalhou quais regras específicas gostaria de ver aplicadas à inteligência artificial. Também não há registro das reações de órgãos reguladores ou de outras empresas de tecnologia às suas observações.


