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Boom de data centers de IA enfrenta resistência em San Jose

Moradores de San Jose temem aumento no consumo de energia e água; projetos prometem entre US$ 3 mi e US$ 6 mi anuais em impostos.

18 de set., 04:30 10 fontes · 5 países Infra Infraestrutura
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Fachada de um centro de dados com cabines e cabos visíveis Foto: Sergei Starostin / Pexels

Em San Jose, maior cidade do Vale do Silício com cerca de 1 milhão de habitantes, moradores e grupos ambientalistas se mobilizam contra uma onda de projetos de centros de dados de IA que as autoridades têm atraído para transformar a cidade em polo de infraestrutura de inteligência artificial, segundo relatórios da Reuters e da CNA.

Impacto econômico e arrecadação fiscal

Segundo o The Economic Times, San Jose é a terceira maior cidade da Califórnia, com população próxima de um milhão de pessoas. A administração municipal fechou um acordo com a utility PG&E para acelerar o fornecimento de energia a grandes consumidores, como os centros de dados.

O mesmo veículo aponta que cada novo centro de dados pode gerar entre três e seis milhões de dólares por ano em receitas tributárias, destinadas a serviços como policiamento, combate a incêndios, bibliotecas, estradas e parques.

Entretanto, residentes expressam ceticismo sobre a distribuição desses benefícios, afirmando que o crescimento ligado às instalações de IA não está sendo compartilhado de forma ampla na comunidade.

Preocupações com recursos naturais e qualidade de vida

Segundo o The Economic Times, a população local questiona se os novos empreendimentos vão elevar os custos de energia, consumir os suprimentos de água potável ou degradar a qualidade de vida na cidade.

O veículo também cita a líder da coalizão de base I Love San Jose, Ellina Yin, que defende maior transparência no uso de energia e água, além de estudos sobre impactos à saúde e ao meio ambiente antes de aprovar novos projetos.

Questões de qualidade do ar foram levantadas pela coalizão liderada pelo Center for Biological Diversity, que pediu ao Bay Area Air Quality Management District que aprimore a supervisão dos geradores a diesel usados como backup nos centros de dados, alegando que as normas atuais antecedem a recente expansão ligada à IA.

Painéis solares em campo aberto perto de instalações tecnológicas
Foto: Tom Fisk / Pexels

O distrito informou que está avaliando se são necessárias proteções mais rigorosas, segundo a mesma fonte.

Resposta das autoridades e iniciativas legislativas

O prefeito Matt Mahan disse à Reuters que a solução não é parar o desenvolvimento dos centros de dados, mas assegurar que ele ocorra de maneira responsável.

O The Economic Times relata que o governador Gavin Newsom está analisando um pacote de projetos de lei destinados a proteger os residentes dos custos associados ao fornecimento de energia para os centros de dados e a aumentar a transparência sobre o consumo de água e eletricidade.

Segundo o mesmo veículo, a PG&E afirma que a chegada de grandes consumidores pode ajudar a distribuir os custos fixos da rede elétrica entre uma base maior de usuários, o que tende a reduzir as contas de energia.

O jornal indica que as preocupações de San Jose chegaram ao Capitólio estadual, onde legisladores aprovaram, em ambas as casas, projetos de lei que tratam dos centros de dados, incluindo medidas voltadas a garantir o fornecimento adequado de energia e a monitorar impactos ambientais.

Apurado em 10 fontes

Reuters (Reino Unido) · Portal do Holanda (Brasil) · CNA (Singapura) · The Economic Times (Índia)

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