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EUA e China formam blocos de IA; países buscam equilibrar influências

Com EUA e China formando blocos de IA, nações tentam aproveitar tecnologias de ambos sem alienar nenhum dos lados.

25 de out., 02:20 6 fontes · 4 países Regulação Regulação
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Centro de dados em Kazakhistão com infraestrutura de IA Foto: cottonbro studio / Pexels

Enquanto os Estados Unidos e a China consolidam blocos de inteligência artificial distintos, países de terceiros encontram-se em uma posição delicada, buscando aproveitar avanços tecnológicos de ambos os lados sem comprometer relações com nenhum dos grandes poderes.

Ocaso do Cazaquististão: uma ponte entre dois mundos

O Cazaquististão emerge como um dos raros exemplos de nações que tentam construir pontes entre os dois grupos. Em junho, o ministro de IA do país, Zhaslan Madiyev, visitou Washington para participar de um grupo norte-americano voltado à fortalecimento de cadeias de suprimentos de IA. Três semanas depois, viajou a Xangai para assinar a adesão do país ao bloco chinês que busca moldar a agenda global de IA.

O equilíbrio estratégico do Cazaquististão é alimentado por fatores práticos: o país dispõe de riquezas minerais críticos essenciais para o desenvolvimento de IA e conta com energia elétrica a baixo custo para operação de centros de dados. Em 2025, o investimento chinês direto no país chegou a US$ 2,8 bilhões, enquanto acordos com empresas como Nvidia envolvem até US$ 10 bilhões para a construção de um “vale de centros de dados”.

Rivalidade crescente e escolhas difíceis

Segundo especialistas, a janela para que países mantenham autonomia diante da competição entre EUA e China pode estar diminuindo, forçando-nas a escolher entre a iniciativa norte-americana e a Organização Mundial de Cooperação para a IA, liderada pela China, que inclui 28 nações fundadoras.

Foto: Alexander Buzurnyuk / Pexels

Dana Masalimova, ex-diplomata do Cazaquististão e pesquisadora associada da Universidade de Harvard, afirma que “todo mundo está hedging” e que os governos buscam evitar um dilema binário: optar entre os chips e tecnologias mais avançados dos EUA ou os sistemas de IA abertos e de menor custo oferecidos pela China.

Pressionamento e courami: como os blocos competem

Tanto os EUA quanto a China utilizam o acesso à tecnologia de IA como forma de ampliar sua influência global. O presidente Donald Trump enfatizou recentemente que “quem vence a IA, vence”. Por outro lado, autoridades norte-americanas acusam a China de práticas de “destilação” em larga escala, extraíndo capacidades de modelos americanos de ponta.

A rejeição chinesa vem com contrapartidas: a acusação de que os EUA perseguem um monopólio na IA, restringindo o acesso do país a chips e equipamentos de fabricação de semicondutores de ponta. O conflito reflete uma divisão crescente entre as potências, com países do Terceiro Mundo colocados em uma posição estratégica cada vez mais complexa.

Apurado em 6 fontes

The Independent (Reino Unido)

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