OCTO+

Big Tech aposta US$ 700 bilhões em IA

Segundo a Fortune, Microsoft, Alphabet, Meta e Amazon devem investir mais de US$ 700 bilhões em IA este ano

11 de out., 05:17 3 fontes · 1 país Negócios Análise
NegóciosMetaMicrosoftAmazon
Sala de servidores de um centro de dados com luzes azuis Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

Segundo a Fortune, publicado em 10 de outubro de 2026, as grandes de tecnologia Microsoft, Alphabet, Meta e Amazon planejam gastar mais de US$ 700 bilhões em capital este ano para expandir a infraestrutura necessária à inteligência artificial, e o setor de saúde será decisivo para saber se esse investimento terá retorno.

A matéria afirma que, para que o gasto em tão grande escala seja lucrativo, a IA precisa gerar ganhos de produtividade significativos em toda a economia, e poucos setores oferecem tantas oportunidades quanto a saúde.

Investimento em infraestrutura de IA

Segundo a Fortune, as companhias esperam que os recursos sejam direcionados para data centers, chips e serviços de nuvem que sustentem o desenvolvimento e a implantação de modelos de IA mais avançados.

A reportagem cita que a Nvidia já chegou a uma avaliação de US$ 5 trilhões, embora exija que os funcionários paguem suas próprias refeições, oferecendo em troca benefícios como descontos em ações.

Saúde como fator decisivo

Segundo a Fortune, os gastos com saúde nos EUA chegaram a US$ 5,3 trilhões em 2024, representando 18% do PIB, e quase US$ 1 trilhão desse total é destinado a administração.

A demanda por cuidados continua a superar a força de trabalho clínica disponível, e a IA pode reduzir o trabalho administrativo, liberando clínicos para atender mais pacientes.

Médicos usando tablet para consultar prontuário eletrônico em hospital
Foto: Cedric Fauntleroy / Pexels

A matéria destaca exemplos já em curso: a Microsoft está desenvolvendo, em parceria com a Mayo Clinic, um modelo de IA frontier voltado especificamente para a saúde; além disso, o Google Cloud firmou uma parceria de longo prazo com a CVS Health para impulsionar a plataforma Health100 usando o modelo Gemini.

O artigo menciona que o Medicare já incorpora produtividade nas atualizações de pagamento para hospitais, enfermarias especializadas, saúde domiciliar e outros ambientes, e que, para 2026, o CMS aplicou um ajuste de eficiência de 2,5% ao componente de trabalho de certos serviços não baseados em tempo.

Esse ajuste cria um incentivo para que os provedores adotem a IA agora, capturando economia antes que os ganhos sejam totalmente refletidos nos reembolsos; caso contrário, podem enfrentar pressão de pagamento sem ter realizado as economias.

A Fortune aponta que, com o tempo, provedores mais eficientes podem reinvestir a economia em equipe, capacidade e cuidados, enquanto o verdadeiro retorno da IA acontece depois que o trabalho é executado mais rapidamente.

Apurado em 3 fontes

Fortune (Estados Unidos)

ver as 3 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)